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Universia e Grupo Anima promovem Seminário de Inovação na Aprendizagem

      
Autor: Léo Freitas  |  Fonte: Universia Brasil
Nos dias 16 e 17, quinta e sexta-feira, em São Paulo, a Universia Brasil e o Grupo Anima ofereceram o Seminário de Inovação na Aprendizagem, uma união de forças das duas empresas para colaborar com a discussão sobre as mudanças que devem ser implementadas no cenário da educação superior brasileira. Canvas, Santander Universidades, Dotcase, Novi Tecnologia Educacional e ENG foram os patrocinadores da iniciativa.


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No primeiro dia do Seminário, o diretor geral da Universia Brasil, Luis Cabañas, reforçou a importância do encontro. “Este evento visa promover o debate de novidades, novas demandas e práticas de inovação. Serão apresentadas tendências para a sala de aula e as principais ações feitas no Brasil e no mundo”, disse.




A seguir, veja tudo que aconteceu no primeiro dia do Seminário de Inovação na Aprendizagem:


A inovação é o presente

Rogério Loureiro, chairman do evento e diretor de inovação do Grupo Anima, deu continuidade à abertura. Há dois anos e meio, o engenheiro elétrico recebeu um grande desafio: integrar uma equipe do Grupo Anima responsável por pensar em inovação no processo de aprendizagem.

“No início, várias pessoas me diziam ‘a escola é do século XIX, os professores do século XX e os alunos do século XXI’, então fui estudar isso, visitar escolas. Hoje, essa frase não representa mais a educação para mim, porque muita coisa no Brasil já mudou a aprendizagem”, comentou Loureiro.

Por isso, ao invés de discutir sobre o futuro, o especialista em inovação selecionou cases e experiências que já estão transformando o presente. “Trouxemos novos modelos, metodologias diferentes, escolas inovadoras e escolas tradicionais que já mudaram seus processos de ensino, para tentar olhar a metade meio cheia do copo, completar a outra metade e mudar a educação”, explica.


O que os alunos querem

Também participaram da abertura o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, e o diretor da UNISINOS, Gustavo Borba, que compartilharam suas visões e experiências relacionadas à inovação. Para o reitor José Tadeu Jorge, existe uma disponibilidade enorme de experiências e mudanças de paradigma, e os jovens clamam por isso. “[Na Unicamp], os alunos manifestaram interesse, por exemplo, em maior proximidade entre seu curso e a realidade profissional”, comentou.





Gustavo Borba falou sobre as experiências aplicadas na UNISINOS e suas crenças sobre o que deve ser feito para aprimorar a aprendizagem. “A universidade tem que ser menos um auditório e mais um laboratório, porque o aluno não quer mais ouvir uma aula de três horas. Ele quer adquirir conhecimento”, sintetizou o diretor, que acredita que a principal barreira da aprendizagem hoje é ensinar a todos do mesmo jeito. “Se quisermos que todas pessoas aprendam é preciso ter múltiplas formas de motivação, representação e expressão”, opinou.


“Para permanecer relevante é preciso fazer diferente”, Gustavo Borba, diretor da UNISINOS


Na sala de aula, todos são iguais

O primeiro bloco de palestras foi conduzido pelo Professor David Rodrigues, membro da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial da Universidade de Lisboa, que falou sobre como a educação é atualmente e como desejamos que ela seja. “Os alunos não são pessoas irresponsáveis, eles devem ter parte do seu processo de aprendizado em suas mãos. Uma escola que corta o aluno desse processo está condenada ao fracasso”, comentou.

Para ele, é muito importante que a instituição dê essa oportunidade de o estudante ser um indivíduo adulto e maduro. “Os nossos sistemas consideram os alunos oportunistas e o colocam em uma situação inferior. No bom processo de aprendizagem, professores e alunos devem ser iguais, e esses são os professores que conseguem ensinar melhor, pois se colocam na mesma posição que os estudantes”, completa Rodrigues.


Aperte o play do aprendizado

Samara Werner, fundadora da Tamboro, e o professor João Mattar, coordenador do curso de pós-graduação on-line na Universidade Anhembi Morumbi, mostraram como os games podem tornar o processo de aprendizagem mais eficaz e divertido. Para Samara, a gamificação aumenta o engajamento e o interesse do aluno, além de dar maior liberdade. “A maior dificuldade está em mudar a questão cultural”, disse a especialista, sobre a resistência que ainda existe em relação à essa inovação.

“Os games têm um poder de retenção maior que o da educação tradicional”, explicou o professor Mattar. Segundo ele, alguns levantamentos sobre o ensino com jogos concluíram que alunos que aprendem com games podem ter notas maiores.





Métodos Inovadores e Educação Global

Vai lá e faz. Esse é o lema da Perestroika, escola de cursos livres com métodos, espaço e ideologias bastante inovadoras. A diretora Michele Sander é o reflexo do estilo arrojado da escola: jovem, diferente e sem medo de arriscar.

“Já imaginou uma aula inspirada no jogo Banco Imobiliário? Ou ainda uma aula que fala de economia e acontece dentro de um ambiente que simula Alice no País das Maravilhas? Imagine que tudo isso acontece em um ambiente que celebra a total diversidade, com pessoas de 15 a 80 anos, com os mais diferentes backgrounds, que aprendem conteúdos que vão de empreendedorismo a biomimética. Imagine ainda que isso acontece em um ambiente completamente informal, onde os alunos podem beber cerveja durante a aula e participar de Happy Hours educativos. Esses são os elementos que criam a atmosfera da Perestroika”, explicou Michele.





Alex Aberg Cobo, diretor administrativo da Universidade Minerva, compartilhou suas experiências em educação global, à distância e digital. “A aula no estilo palestra é um ótimo jeito de ensinar, mas uma forma péssima de aprender”, disse o educador, defensor das aulas on-line, dinâmicas e que proporcionam uma maior participação dos alunos.

No final do bloco, Melissa Loble, diretora de programas e parcerias da Instructure, colaborou para a discussão com cases de Open Technologies, ou Tecnologias Abertas, em português. Entre os exemplos, estava o Yellowdige, uma espécie de Facebook acadêmico que permite a interação e troca de informações entre docentes e alunos.


Dando voz aos estudantes

No encerramento do primeiro dia, foram convidados alunos de graduação e pós-graduação para falar sobre o assunto, a partir da sua perspectiva de estudante. Quem comandou o bate papo foi Renata Chilvarker, que é especialista em empreendedorismo e educação, e começará, em setembro deste ano, um mestrado em Tecnologia e Inovação na Universidade de Stanford, também voltado para o universo do ensino e aprendizagem.

A aluna Raíssa, que cursa Engenharia da Computação na Universidade São Judas Tadeu, mostrou o desejo dos alunos por métodos mais dinâmicos. “ Tornar a aula mais interativa faz com que a gente se lembre para sempre da matéria, além de deixar tudo muito divertido”, contou a estudante, que está em sua segunda graduação (a primeira foi em Design de Moda).





Para Éric, que também cursou Engenharia, mas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), as instituições estão focadas demais no conteúdo e acabam deixando de lado a formação do aluno como ser humano. “A universidade está mais para informação, e menos para educação. Tem que ter o lado cidadão inserido”, disse.

No final do evento, o chairman Rogério Loureiro também falou sobre a necessidade de uma humanização do processo de ensino. “A inovação nasce, principalmente, para tentar resolver os problemas de toda a sociedade”, comentou o educador, encerrando o encontro.


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