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Inovação na Aprendizagem é tema de seminário da Universia e Grupo Anima

      
Autor: Léo Freitas  |  Fonte: Universia Brasil
Nos dias 16 e 17 de junho, a Universia Brasil e o Grupo Anima ofereceram o Seminário de Inovação na Aprendizagem, que aconteceu na Torre do Banco Santander, em São Paulo. Canvas, Santander Universidades, Dotcase, Novi Tecnologia Educacional e ENG foram os patrocinadores da iniciativa.


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No segundo dia do evento, os participantes conheceram três cases de sucesso em inovação e também entenderam como otimizar a aprendizagem com ajuda da tecnologia e do preparo dos docentes. Olhos atentos e smartphones que não paravam de fazer registros fotográficos denunciavam a inquietação do público com as novidades apresentadas pelos palestrantes e a vontade de colocar em prática as propostas inovadoras.

A seguir, confira tudo que aconteceu do seminário:


A inovação é o presente

O presidente do Grupo Anima Educação, Daniel Castanho, abriu o primeiro bloco do encontro com uma palestra sobre as ações que estão sendo implementadas nas instituições do grupo. “Estamos discutindo inovação na aprendizagem pela primeira vez no Brasil”, disse Castanho sobre o Seminário.

Para o presidente do Anima, o ensino precisa ser customizado, fazendo com que o aluno seja o ator e autor da sua própria jornada acadêmica. “A grande mudança acontecerá quando o aprendizado for fixo e o tempo variado. Todos vão aprender tudo em ritmos diferentes”, comentou.



Daniel Castanho, presidente do Grupo Anima Educação (Foto: Léo Freitas)


Entre os cases apresentados por Castanho está o Projeto de Vida, que consiste em uma espécie de coaching para os estudantes recém-chegados ao ensino superior. “Os alunos passam o primeiro período descobrindo para onde querem ir”, explica o presidente. Com o acompanhamento dos educadores, os jovens conseguem identificar suas habilidades e preferências, para depois decidir se estão na carreira certa e em qual área se encaixarão melhor.

Castanho ainda falou sobre utilização livre do espaço escolar, métodos de avaliação mais eficientes e currículo maleável. “A inovação transforma a educação e só a educação pode transformar o País”, finalizou.


A inovação precisa de espaço

Eduardo Zancul, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP), mostrou como algumas modificações no espaço físico da instituição podem colaborar para a formação dos alunos.

Zancul apresentou aos participantes o InovaLab@Poli, um laboratório livre, baseado em modelos de universidades estrangeiras, que tem como maior inspiração um espaço da Universidade de Stanford, nos EUA, dedicado à criação de startups e ao desenvolvimento de ideias empreendedoras.


Vidal Martins, Eduardo Zancul e Daniel Castanho (Foto: Léo Freitas)


“Nós tínhamos boa estrutura de sala de aula, bons laboratórios de química, física e de pesquisa, mas sentíamos falta de um espaço para que os alunos trabalhassem em seus próprios projetos”, conta o professor, explicando de onde surgiu a necessidade de criar o InovaLab@Poli.

Para Zancul é importante estimular a apropriação do espaço universitário pelos alunos, pois essa mudança pode favorecer a aprendizagem e a busca por conhecimentos além do currículo. “É o que chamamos de uma iniciativa grassroots, que oferecemos o espaço para ela florescer”, finalizou.


O papel do docente na inovação

Para concluir o terceiro bloco, o pró-reitor de graduação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Vidal Martins, falou sobre a necessidade de capacitar o corpo docente para encarar as mudanças que estão chegando, pois, sem eles, não será possível executá-las com maestria. “Nada disso vai acontecer se não tivermos os professores alinhados com essa ideia”, disse.

“Nós somos oriundos de um processo de formação clássico, em fila”, disse Vidal, sobre a dificuldade na mudança de paradigmas. Para que isso aconteça, é preciso dialogar e favorecer a participação ativa dos docentes nas inovações, para que sejam parte do processo e compreendam a necessidade de se renovar.

Além disso, o pró-reitor da PUC-PR também comentou sobre o processo de avaliação utilizado no ensino superior, que ainda é pouco flexível. “Não basta mudar o processo de ensino e aprendizagem se não mudarmos o processo de avaliação conteudista” disse.


A educação na era da tecnologia

Estevão Bittar, Diretor da NOVI Tecnologia Educacional, expos a necessidade de se trabalhar melhor com os dados e informações gerados na internet. Segundo o especialista, por meio de uma coleta eficiente de dados, é possível descobrir o que cada aluno pensa de seu curso e da instituição, descobrir quem são os jovens formadores de opinião e o que estão falando, saber quais são as deficiências de aprendizagem de cada um dos estudantes e até reduzir a evasão.


Estevão Bittar e Maria do Carmo Righini (Foto: Léo Freitas)


“O volume de informação que o aluno produz na universidade é enorme”, disse Bittar. Segundo ele, qualquer interação on-line produz dados, e esses dados, quanto mais específicos e molecularizados, poderão contar melhor a trajetória do estudante dentro da instituição.


O design da aprendizagem

Maria do Carmo Righini, mais conhecida como Cuca, é uma arquiteta formada pela FAU-USP, que direcionou seu olhar de projetista para a educação. Cuca faz parte da equipe Design Thinking para Educadores, plataforma que ajuda os docentes a traçarem um plano para a execução de seus projetos.

A base do Design Thinking é a educação aberta, livre e gratuita através da internet. Entre os preceitos da ferramenta está o fomento à criatividade, colaboração e experimentação. “Hoje, a aprendizagem está tendo que passar por um processo de cocriação”, disse Cuca, que acredita em uma produção feita de muitos para muitos.

A importância do Design Thinking, segundo a especialista, é viabilizar a inovação e preparar os docentes para essa mudança. “Ele dá autonomia a alunos e professores, aprimora a colaboração, gera soluções que atendem o indivíduo e o coletivo, promove maneiras eficientes de engajamento e tudo isso com uma visão divertida”, explicou.

Para Cuca, é preciso que o professor tenha uma ação mais humana ao exercer sua função e consiga entrar em uma situação totalmente nova, sem saber o que irá acontecer, pois esse é o princípio da inovação. ”Sem isso, não há como estimular a empatia e a cocriação”, afirmou a educadora.


Quem ensina, também aprende

Para finalizar o evento e sintetizar toda a experiência vivida nos dois dias do encontro, o chairman Rogério Loureiro, diretor de inovação do Grupo Anima, reforçou a ideia de que quem ensina, também aprende, e que um conteúdo customizado pode ser, sim, bastante eficaz. “Eu fui a pessoa que mais aprendeu com esse seminário, pois escolhi uma série de palestras e personalizei os assuntos”, disse.

Para encerrar, Loureiro estimulou a experimentação e pediu aos colegas que arriscassem e se dessem o direito de inovar, mesmo que as mudanças mais profundas só se manifestem daqui alguns anos. “Vivemos o eterno dilema de resolver um problema do presente que só será resolvido no futuro”, finalizou.


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