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Alunos têm pior desempenho em escolas públicas mais pobres, aponta estudo

      
Entre os anos de 2009 e 2015, notou-se um aumento na <a href=https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2016/09/12/1143555/educacao-ficou-7-10-cara-paulo-aponta-fecomercio-sp.html title=Educação ficou 7,10% mais cara em São Paulo, aponta Fecomercio-SP>diferença entre o desempenho escolar dos alunos de escolas públicas mais pobres e mais ricas</a>. Apesar de uma melhora geral nas notas dos estudantes da rede pública, a desigualdade de renda ainda fomenta essas diferenças nas avaliações. Os dados pertencem a um <strong>estudo encomendado pelo Jornal O Estado de São Paulo ao Instituto Ayrton Senna</strong>, com base nos <strong>resultados da Prova Brasil</strong> dos alunos de 1º a 5º ano do ensino fundamental.<br/><br/><p><span style=color: #333333;><strong>Você pode ler também:</strong></span><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2016/09/08/1143441/saeb-2015-alunos-ensino-medio-pior-nota-matematica-desde-2005.html title=Saeb 2015: alunos do ensino médio têm pior nota em matemática desde 2005>» <strong>Saeb 2015: alunos do ensino médio têm pior nota em matemática desde 2005</strong></a><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2016/09/08/1143466/ensino-medio-segue-desempenho-estagnado-alcanca-meta-ideb-2015.html title=Ensino médio segue com desempenho estagnado e não alcança meta do Ideb 2015>» <strong>Ensino médio segue com desempenho estagnado e não alcança meta do Ideb 2015</strong></a><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/educacao title=Todas as notícias de Educação>» <strong>Todas as notícias de Educação<br/><br/></strong></a></p><p><strong>Pobreza e desigualdade na educação</strong></p><p>Segundo o levantamento, <strong>a Região Norte apresentou a maior desigualdade entre as notas</strong>, com Amazonas ocupando o topo do ranking. O estado apresentou as principais disparidades do País nas duas disciplinas avaliadas pela Prova Brasil: <strong>Português, com uma diferença de 48,6 pontos, e Matemática, com 37,7</strong>.<br/><br/></p><p>Com base na comparação entre os dados de 2009 e 2015, em 17 estados brasileiros Língua Portuguesa apresentou um aumento na diferença do desempenho entre as escolas com mais estrutura e as escolas mais carentes. Em matemática, 10 estados apresentaram um agravamento do quadro da disparidade.<br/><br/></p><p>Acredita-se que motivo para as diferenças substanciais entre as <strong>notas dos alunos na Prova Brasil</strong> esteja relacionado à infraestrutura das escolas mais afastadas do centro, falta de aulas de reforço e professores assistentes para assistir os alunos com mais dificuldade, além da falta de estímulo para permanência dos melhores professores.<br/><br/></p><p><strong>Disparidade no conhecimento</strong></p><p>Segundo os indicadores da Prova Brasil, a diferença nas notas dos alunos representa um gap de conhecimento entre os dois grupos. Quando analisada a média dos estudantes mais pobres em Português, é possível identificar dificuldades, tais como não encontrar informações explícitas em textos e publicidades, além de não conseguir identificar relações de causa e consequência. Já os mais ricos são capazes de entender o efeito de humor em tirinhas e piadas. Em Matemática, as deficiências dos alunos mais pobres incluem conhecimentos bastante básicos, com a capacidade de ver as horas em relógios de ponteiro.<br/><br/></p><p>Em entrevista ao Jornal O Estado de São Paulo, o diretor de articulação e inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, afirmou que <a href=https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2016/09/09/1143476/educacao-pode-mudar-mundo.html title=Como a educação pode mudar o mundo>as diferenças no ensino podem piorar a desigualdade social</a>. Segundo Ramos, ao invés de equilibrar as diferenças inerentes aos níveis, a educação está agravando o quadro de disparidade.</p>
Fonte: Shutterstock
Entre os anos de 2009 e 2015, notou-se um aumento na diferença entre o desempenho escolar dos alunos de escolas públicas mais pobres e mais ricas. Apesar de uma melhora geral nas notas dos estudantes da rede pública, a desigualdade de renda ainda fomenta essas diferenças nas avaliações. Os dados pertencem a um estudo encomendado pelo Jornal O Estado de São Paulo ao Instituto Ayrton Senna, com base nos resultados da Prova Brasil dos alunos de 1º a 5º ano do ensino fundamental.

Você pode ler também:
» Saeb 2015: alunos do ensino médio têm pior nota em matemática desde 2005
» Ensino médio segue com desempenho estagnado e não alcança meta do Ideb 2015
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Pobreza e desigualdade na educação

Segundo o levantamento, a Região Norte apresentou a maior desigualdade entre as notas, com Amazonas ocupando o topo do ranking. O estado apresentou as principais disparidades do País nas duas disciplinas avaliadas pela Prova Brasil: Português, com uma diferença de 48,6 pontos, e Matemática, com 37,7.

Com base na comparação entre os dados de 2009 e 2015, em 17 estados brasileiros Língua Portuguesa apresentou um aumento na diferença do desempenho entre as escolas com mais estrutura e as escolas mais carentes. Em matemática, 10 estados apresentaram um agravamento do quadro da disparidade.

Acredita-se que motivo para as diferenças substanciais entre as notas dos alunos na Prova Brasil esteja relacionado à infraestrutura das escolas mais afastadas do centro, falta de aulas de reforço e professores assistentes para assistir os alunos com mais dificuldade, além da falta de estímulo para permanência dos melhores professores.

Disparidade no conhecimento

Segundo os indicadores da Prova Brasil, a diferença nas notas dos alunos representa um gap de conhecimento entre os dois grupos. Quando analisada a média dos estudantes mais pobres em Português, é possível identificar dificuldades, tais como não encontrar informações explícitas em textos e publicidades, além de não conseguir identificar relações de causa e consequência. Já os mais ricos são capazes de entender o efeito de humor em tirinhas e piadas. Em Matemática, as deficiências dos alunos mais pobres incluem conhecimentos bastante básicos, com a capacidade de ver as horas em relógios de ponteiro.

Em entrevista ao Jornal O Estado de São Paulo, o diretor de articulação e inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, afirmou que as diferenças no ensino podem piorar a desigualdade social. Segundo Ramos, ao invés de equilibrar as diferenças inerentes aos níveis, a educação está agravando o quadro de disparidade.


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