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Alunos têm pior desempenho em escolas públicas mais pobres, aponta estudo

      
Fonte: Shutterstock
Entre os anos de 2009 e 2015, notou-se um aumento na diferença entre o desempenho escolar dos alunos de escolas públicas mais pobres e mais ricas. Apesar de uma melhora geral nas notas dos estudantes da rede pública, a desigualdade de renda ainda fomenta essas diferenças nas avaliações. Os dados pertencem a um estudo encomendado pelo Jornal O Estado de São Paulo ao Instituto Ayrton Senna, com base nos resultados da Prova Brasil dos alunos de 1º a 5º ano do ensino fundamental.

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Pobreza e desigualdade na educação

Segundo o levantamento, a Região Norte apresentou a maior desigualdade entre as notas, com Amazonas ocupando o topo do ranking. O estado apresentou as principais disparidades do País nas duas disciplinas avaliadas pela Prova Brasil: Português, com uma diferença de 48,6 pontos, e Matemática, com 37,7.

Com base na comparação entre os dados de 2009 e 2015, em 17 estados brasileiros Língua Portuguesa apresentou um aumento na diferença do desempenho entre as escolas com mais estrutura e as escolas mais carentes. Em matemática, 10 estados apresentaram um agravamento do quadro da disparidade.

Acredita-se que motivo para as diferenças substanciais entre as notas dos alunos na Prova Brasil esteja relacionado à infraestrutura das escolas mais afastadas do centro, falta de aulas de reforço e professores assistentes para assistir os alunos com mais dificuldade, além da falta de estímulo para permanência dos melhores professores.

Disparidade no conhecimento

Segundo os indicadores da Prova Brasil, a diferença nas notas dos alunos representa um gap de conhecimento entre os dois grupos. Quando analisada a média dos estudantes mais pobres em Português, é possível identificar dificuldades, tais como não encontrar informações explícitas em textos e publicidades, além de não conseguir identificar relações de causa e consequência. Já os mais ricos são capazes de entender o efeito de humor em tirinhas e piadas. Em Matemática, as deficiências dos alunos mais pobres incluem conhecimentos bastante básicos, com a capacidade de ver as horas em relógios de ponteiro.

Em entrevista ao Jornal O Estado de São Paulo, o diretor de articulação e inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, afirmou que as diferenças no ensino podem piorar a desigualdade social. Segundo Ramos, ao invés de equilibrar as diferenças inerentes aos níveis, a educação está agravando o quadro de disparidade.


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