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Universia Brasil promove seminário sobre Universidade e Empregabilidade

      
Fonte: Leo Freitas / Universia Brasil
Nesta quinta-feira (20), no auditório do Banco Santander, em São Paulo, foi realizado o Seminário Universidade e Empregabilidade da Universia Brasil. Na ocasião, que contou com a presença de reitores, gestores do ensino superior, educadores, jornalistas e outros profissionais, foram apresentados os resultados da pesquisa O Papel das Instituições de Ensino Superior (IES) na Empregabilidade de seus Alunos.

O diretor-geral da Universia Brasil, Luís Cabañas, abriu o evento ressaltando a importância do levantamento, que foi realizado em parceria com o Programa de Gestão de Pessoas da Fundação Instituto de Administração (Progep-FIA) e a empresa Ensinus Soluções Educacionais integradas.

“Essa pesquisa é enriquecedora para nos aprofundarmos na problemática do acesso do jovem universitário às posições de emprego no Brasil e para entender as diferentes dificuldades regionais que temos nesse acesso. Essa análise é muito complexa e a pesquisa vem traduzir um pouco disso e fazer um estudo mais apurado desse cenário. Ela será colocada à disposição das universidades, para começarem a se ajustar para essa realidade, e também para as empresas, para que encurtem o caminho do jovem até o mercado de trabalho”, explicou Cabañas.

O chairman do evento, professor Joel Dutra, que é livre docente da FEA-USP e Coordenador do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas na PROGEP/FIA, recebeu os palestrantes e comentou o caráter vanguardista do estudo apresentado. “Essa pesquisa é a primeira feita no Brasil com essa extensão e profundidade”, salientou.

AS INSTITUIÇÕES E A EMPREGABILIDADE

O professor Oscar Hipólito, diretor geral da Laureate no Brasil, falou sobre as ações realizadas pela rede educacional em suas IES, como, por exemplo, a implementação de metas de empregabilidade de alunos para os dirigentes. O acadêmico também comentou a responsabilidade da universidade nesse cenário. “O desafio das instituições é formar grande quantidade, com alta qualidade (para o mercado de trabalho). Também precisamos pensar em formar pessoas que sejam capazes de gerar empregos”, disse Hipólito, fazendo referência ao empreendedorismo.

Na sequência, o vice-diretor superintendente do Centro de Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, professor César Silva, compartilhou a experiência da instituição em formação profissional. “Nossa preocupação (com a empregabilidade) é suprir demandas dos mercados regionais, pressupondo que o jovem permanecerá em sua região”, contou Silva. Como exemplo, o vice-diretor citou a criação de cursos de Navegação Fluvial em Barra Bonita, quando se discutia a criação da Hidrovia Tietê-Paraná, entre outros cases.

Para finalizar a segunda parte do seminário, o professor Theunis Marinho, que atualmente trabalha como coach e mentor para jovens CEO’s, mas já atuou quase 30 anos como diretor de RH na companhia alemã Bayer, trouxe à discussão a necessidade de valorização das pessoas na organização que, segundo ele, é um fator que diferencia uma empresa da outra. Além disso, Marinho alertou para uma revolução no mercado de trabalho, que já começa a mostrar seus efeitos. “As maiores empresas de serviços de veículos e hotéis da atualidade são aplicativos (fazendo referência ao Uber e Airbnb). O home office já é uma realidade, fazendo com que você não precise mais sair de casa para ser produtivo”, exemplifica.

A PESQUISA

O perfil do entrevistado na pesquisa O Papel das Instituições de Ensino Superior (IES) na Empregabilidade de seus Alunos são estudantes universitários de todo o Brasil, com idades de 17 até mais de 40 anos, que estejam cursando o ensino superior e também egressos com até 10 anos de formação. Além disso, cerca de 60% dos entrevistados eram do sexo feminino. A base para o estudo foi o banco de currículos da Universia Brasil, que conta com mais de um milhão e meio de exemplares cadastrados.

O professor Leandro José Morilhas comandou a apresentação da primeira parte dos resultados, que contava com dados mais ligados ao perfil do entrevistado, formação e estágio. O professor Rodolfo Leandro de Faria Olivo, coordenador do curso de graduação da Faculdade FIA de Administração e Negócios (FFIA), expôs os resultados relacionados aos aspectos financeiros. A seguir, confira os principais resultados expostos durante o seminário:

IDIOMA

Quando questionados sobre conhecimento em línguas estrangeiras, 50,5% dos entrevistados disseram só saber se comunicar em português, 27% afirmaram que sabem falar inglês e 14,2% têm conhecimentos na língua espanhola. No entanto, não foram mensurados níveis de proficiência nos idiomas.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

A área de graduação é dividida em três tipos de cursos: tecnológicos (formação profissional de nível técnico), licenciatura (formação de professores) e bacharelado (formação de profissionais liberais e maior tempo de duração).

As carreiras mais citadas entre os cursos tecnológicos foram nas áreas de gestão e tecnologia da informação, como Gestão de Recursos Humanos (10,92%), que é a campeão da área, e Informática (6,52%). Já nos bacharelados, Administração de Empresas assumiu a liderança, citada por 22,3% dos estudantes, seguida por Direito (8,8%), Ciências Contábeis (5,8%), Psicologia (3,8%) e Engenharia Civil (3,5%). Na formação de professores, Letras e Pedagogia apareceram como as carreiras mais cursadas da área de licenciatura, com menções de 23,4% e 11,1% dos entrevistados, respectivamente.

Outro dado relevante a respeito da formação acadêmica é que mais de 70% dos alunos estão estudando em instituições particulares.

ESTÁGIO E ESCOLHA DA CARREIRA

Do total de entrevistados, 81% disseram ter feito estágio durante o período acadêmico, mas 52,4% só tiveram essa experiência profissional por exigência da universidade. O percentual dos que estagiaram porque desejavam vivenciar a oportunidade é de apenas 28,6%.

Entre os motivos da escolha da carreira, a vocação foi citada como o principal critério de decisão, com 31,3%. No entanto, o segundo, terceiro e quarto fatores estão relacionados ao aspecto financeiro, como preço da mensalidade, oferta de financiamentos e bolsas de estudo e também retorno financeiro após a formação.

RENDA, TRABALHO E PROGRESSÃO NA CARREIRA

Atualmente, o setor econômico de trabalho predominante dos respondentes é o setor privado, com 37,7%, enquanto a área pública emprega 13,2% e 7,5% gerenciam sua própria empresa. Um dado alarmante do levantamento é que 35,5% estão sem trabalho e não tem nenhuma fonte de renda. Para o professor Rodolfo, o motivo foi a perda de postos de trabalho sofrida pelo País nos últimos seis anos.

Quando analisados os setores de trabalho dos estudantes enquanto estudavam, mais de 60% pertenciam ao setor privado e 12,3% estavam exercendo funções no setor público. O número de desempregados, no entanto, era de 22%. Segundo Rodolfo, a baixa migração para o setor público, que teve um aumento de pouco mais de 1%, e a queda brusca no número de empregados nas empresas privadas comprovam a redução das ofertas de trabalho.

Em relação à renda, foi observado um aumento de 32% em comparação entre os momentos em que o estudante ainda estava na universidade e depois de formado. No entanto, a alta inflacionária no período gerou uma perda real de 15,4% no salário médio dos entrevistados.

Um dado interessante relativo à carreira é que 46,8% dos estudantes não seguiram a profissão que escolheram cursar na universidade, o que, segundo os professores Leandro e Rodolfo, pode ter ligação com o alto número de pessoas que ainda fazem a escolha profissional se baseando em fatores que não a vocação. Entre os motivos da mudança, a maioria apontou a falta de oportunidades na carreira atual, com 54,4%. Satisfação pessoal (10,3%), maior remuneração (7,7%) e busca por melhor qualidade de vida (2,8%) também foram citados.

EMPREENDEDORISMO

O empreendedorismo é um tema que vem ganhando força entre os estudantes e jovens profissionais. Da parcela de entrevistados que se identificaram como empreendedores, 21,6% disse ter optado pela gestão do próprio negócio para conquistar maior flexibilidade de horário. Outros 19,6% enxergaram boas oportunidades na área e 14,3% sempre quiseram empreender. Também foi detectada uma parcela de empresários que disseram ter se tornado donos de seus próprios negócios por não se encaixarem em outras empresas (11,6%), ou seja, pela falta de opções no mercado.

Para finalizar o tema, foi solicitado aos respondentes que sugerissem uma nota de zero a 10 para o nível de preparação que receberam das IES para encarar os desafios do empreendedorismo. A média do total das notas dadas pelos estudantes foi de 5,14. “Isso demostra que há um espaço significativo para as IES preparem melhor os alunos para empreender”, disse Olivo.


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