text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

“O jovem ainda não tem noção da importância do inglês”, diz especialista

      
Fonte: Léo Freitas / Universia Brasil
Na terça-feira (20), a Universia Brasil promoveu o Seminário Universidade e Empregabilidade, no Teatro Santander, em São Paulo. O primeiro dia de evento trouxe reflexões sobre a relação entre a evolução da carreira do jovem profissional com o diploma universitário, além das responsabilidades das Instituições de Ensino Superior (IES) nesse processo.

Você pode ler também:
» Universia Brasil promove seminário sobre Universidade e Empregabilidade

Um dos pontos abordados como essencial para uma boa colocação do jovem no mercado foi o conhecimento de idiomas. Contudo, segundo dados da pesquisa O papel das IES na Empregabilidade de Seus Alunos, cujos resultados foram apresentados durante o seminário, mais da metade (50,5%) dos jovens estudantes e profissionais não têm nenhum tipo de conhecimento em línguas estrangeiras. A pesquisa também mostrou que o idioma inglês é o mais falado pelos jovens, sendo que 27% responderam ter algum tipo de conhecimento na língua, mas não necessariamente proficiência.

A importância de falar inglês

Para falar sobre o tema, a Universia Brasil convidou Wagner Leme Domingues, gerente de treinamento e desenvolvimento da EF Englishtown, escola de inglês que oferece cursos on-line do idioma. Por meio dos dados de uma pesquisa internacional de proficiência realizada pela EF, Domingues reforçou ainda mais a ideia de que para trilhar uma carreira de sucesso, o inglês é um dos fatores indispensáveis.

Segundo o levantamento, que traz dados referentes ao ano de 2015, o inglês é falado em 66 países do mundo, por mais de 1,1 bilhão de falantes, entre nativos e não-nativos. Além disso, 62% do conteúdo disponível na internet está em inglês, reforçando a sinergia entre o idioma e o nível de conectividade. Também existe uma relação entre a língua e o desenvolvimento econômico e social. “Países que falam inglês têm maior renda, melhor qualidade de vida, mais inovação e mais facilidade em fazer negócios”, explica Domingues.

Inglês e empregabilidade

“O inglês é essencial na nossa vida e na nossa profissão, independente da carreira que queira seguir, seja ela acadêmica ou de mercado”, disse o gerente da Englishtown.

Segundo os dados apresentados por Domingues, empresas maiores e com maior receita exigem mais o inglês de seus colaboradores, inclusive para trainees e estagiários. Isso torna o idioma um critério eliminatório em entrevistas, mesmo que não seja uma habilidade essencial para a execução do trabalho diário. “Mesmo empresas de outras nacionalidades, alemãs, francesas, adotaram o inglês como língua principal”, comenta, ressaltando a importância.

Para o palestrante, essa busca por profissionais mais capacitados no idioma está cada vez maior. Por isso, segundo Domingues, essa responsabilidade deveria ser compartilhada entre a organização e os colaboradores, facilitando o aprendizado do idioma por meio de descontos em cursos e entre outras inciativas que partam do RH da empresa.

Proficiência no idioma

A pesquisa de proficiência da EF mostra que o Brasil tem um nível de proficiência considerado baixo, com uma nota de aproximadamente 51 pontos. No ranking internacional, o País é 41º entre os 70 analisados, tendo nações como Malásia (14º), Peru (35º) e Argentina (15º) a sua frente. Considerando somente a América Latina, o Brasil ocupa a 7ª posição entre os 14 países da região.

No recorte feito por Estados, o Distrito Federal e São Paulo foram os dois primeiros colocados e contam com um nível de proficiência considerado moderado. O restante do País tem nível de conhecimento baixo e muito baixo, sendo Mato Grosso e Rondônia os Estados com pior desempenho. Além disso, em nível nacional, as mulheres falam melhor do que os homens e os jovens contam maior nível de proficiência, sendo a idade entre os 18 e 30 anos o grande destaque.

Baseado em dados de alunos da Englishtown, Domingues também conta que quanto maior a posição hierárquica em uma empresa, maior é o número de pessoas com melhor conhecimento do idioma. “Por cargo, as pessoas em nível de diretoria possuem mais inglês avançado, com um percentual de 42%”, conta. Além disso, a procura por cursos de inglês é mais comum entre pessoas com superior completo, mas para realização pessoal ou para uso em viagens e estudo internacionais, não para conseguir um trabalho.

Domingues conta que apesar das oportunidades, parcerias e facilidades, os estudantes ainda não têm o inglês como prioridade. “O jovem ainda não tem noção da importância do inglês e só percebe isso quando surge a primeira oportunidade de emprego”, finaliza.

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.