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Mudanças no ensino médio: a ideia é torná-lo mais atraente para o jovem

      
Na quinta-feira (22), o Ministério da Educação (MEC) anunciou <strong>mudanças no currículo obrigatório dos três anos do ensino médio</strong>. Na medida provisória assinada pelo governo, português e matemática passam a ser os dois únicos componentes obrigatórios do período, que hoje conta com 13 disciplinas são obrigatórias.<br/><br/><p><span style=color: #333333;><strong>Leia também:</strong></span><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2016/09/19/1143748/custo-correcao-redacao-enem-r-15-texto.html title=Custo da correção da redação do Enem é de R$ 15 por texto>» <strong>Custo da correção da redação do Enem é de R$ 15 por texto</strong></a><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2016/09/14/1143629/entenda-pernambuco-estados-melhor-educacao-publica-brasil.html title=Entenda por que Pernambuco é um dos estados com a melhor educação pública do Brasil>» <strong>Entenda por que Pernambuco é um dos estados com a melhor educação pública do Brasil</strong></a><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/emprego/noticia/2016/09/16/1143669/quais-habilidades-necessarias-trabalhos-futuro.html title=Quais são as habilidades necessárias para os trabalhos do futuro>» <strong>Quais são as habilidades necessárias para os trabalhos do futuro</strong></a></p><p>Segundo o ministro da educação, Mendonça Filho, <a href=https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2016/09/08/1143466/ensino-medio-segue-desempenho-estagnado-alcanca-meta-ideb-2015.html title=Ensino médio segue com desempenho estagnado e não alcança meta do Ideb 2015>o objetivo da MP é flexibilizar o ensino médio, que, segundo ele, é bastante engessado</a>, e torná-lo mais atraente para o jovem. No entanto, os componentes que serão ensinados obrigatoriamente nesta etapa <strong>serão definidos na Base Nacional Comum Curricular</strong>, documento que prevê mudanças em todas as fases da educação básica e que deverá ser definido até 2017, segundo o ministério.</p><p>Na MP consta que metade da carga horária total do ensino médio, equivalente a 1,2 mil horas, será preenchida com conteúdos obrigatórios definidos na Base Nacional Comum. O restante da formação dos alunos será complementada de acordo com a área de interesse do estudante, correspondente à carreira que deseja seguir no ensino superior. Ao todo, ele contará com cinco opções de trajetórias: <strong>linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional</strong>. As quatro primeiras são iguais às segmentações feitas pela prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).</p><p>Em pronunciamento, o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares, explicou que <strong>não haverá o fim de nenhum conteúdo ou disciplina</strong>. “Do que a Base Nacional definir, todas elas serão obrigatórias na parte da Base Nacional Comum: artes, educação física, português, matemática, física, química [...]. A diferença é que quando você faz as ênfases, você pode colocar somente os alunos que tenham interesse em seguir naquela área. Vamos inclusive privilegiar professores e alunos com a opção do aprofundamento”, disse.</p><p><strong>Disciplinas obrigatórias e não-obrigatórias</strong></p><p>O secretário também comentou a polêmica que rodeava o <strong>fim da obrigatoriedade de disciplinas como artes e educação física no ensino médio</strong>. “Não está decretado o fim de nenhum conteúdo de nenhuma disciplina. Quando migrar para a Base Nacional Comum, lá estarão todos. A diferença é em quando você faz as ênfases [...]. Não adianta continuar pensando que vamos ensinar tudo a todos, enquanto que as habilidades e as competências individuais de cada um de nós são diferentes”, conta.</p><p>No texto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996), <strong>está determinado o fim da obrigatoriedade do ensino de arte e de educação física no ensino médio</strong>. As disciplinas serão obrigatórias apenas no ensino infantil e fundamental. Outras disciplinas como filosofia e sociologia também deixarão de ser obrigatórias, mas estão garantidas na Base Nacional Comum e podem voltar a ter obrigatoriedade.</p><p>O inglês será o idioma obrigatório ensinado durante o ensino médio, com a possibilidade de as escolas lecionarem outras línguas estrangeiras de forma optativa. O novo cenário passará a valer 180 dias após a publicação da Base Nacional Comum, ou seja, não modificam o currículo atual.</p><p><strong>Mais autonomia e flexibilidade</strong></p><p>Com as mudanças propostas na MP,<strong> os estados passarão a contar com mais autonomia nas decisões referentes ao ensino médio</strong>. Além do ensino de idiomas, que poderá contar com uma língua estrangeira a mais, em caráter optativo, os sistemas de ensino poderão definir, por exemplo, um sistema de crédito, que permite ao aluno que interromper os estudos retomar o curso de onde parou, sem precisar cursar um ano inteiro novamente.</p><p>Além disso, o sistema de créditos poderá se estender até o ensino superior, após normatização do Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologação pelo MEC. Neste cenário, o aluno que começar uma graduação ou curso técnico terá sua trajetória escolar avaliada para decidir se será necessário cursar disciplinas com conhecimentos e competências que já possui.</p><p><strong>Aumento da carga horária</strong></p><p>Com a reforma, a carga horária total do ensino médio passará a ser de 1,4 mil horas, tornando o ensino integral, com duração de 7 horas diárias. A expectativa do MEC é que essa mudança tenha início em 2018, <a href=https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2016/05/04/1139035/base-nacional-comum-deve-chegar-escolas-2018.html title=Base Nacional Comum deve chegar às escolas em 2018>após aprovação da MP no Congresso Nacional e conclusão da Base Nacional Comum</a>. Não foi definido um prazo para que as redes de ensino comecem a aderir às mudanças, mas o cronograma do <strong>Plano Nacional de Educação (PNE)</strong> sugere a implementação do novo ensino médio até o ano de 2024.</p><p><strong>Ensino técnico</strong></p><p>Após cumprir o currículo obrigatório previsto na Base, os estudantes poderão optar por seguir sua trajetória na formação técnica. A mudança acontecerá dentro do período regular de aulas, sem a necessidade de cursar a modalidade integral. Além disso, as aulas poderão ser comandadas por profissionais sem formação acadêmica específica na área que lecionam. Segundo o secretário Rossieli Soares, isso não valerá para os demais conteúdos, somente para o ensino técnico.</p>
Fonte: Shutterstock
Na quinta-feira (22), o Ministério da Educação (MEC) anunciou mudanças no currículo obrigatório dos três anos do ensino médio. Na medida provisória assinada pelo governo, português e matemática passam a ser os dois únicos componentes obrigatórios do período, que hoje conta com 13 disciplinas são obrigatórias.

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Segundo o ministro da educação, Mendonça Filho, o objetivo da MP é flexibilizar o ensino médio, que, segundo ele, é bastante engessado, e torná-lo mais atraente para o jovem. No entanto, os componentes que serão ensinados obrigatoriamente nesta etapa serão definidos na Base Nacional Comum Curricular, documento que prevê mudanças em todas as fases da educação básica e que deverá ser definido até 2017, segundo o ministério.

Na MP consta que metade da carga horária total do ensino médio, equivalente a 1,2 mil horas, será preenchida com conteúdos obrigatórios definidos na Base Nacional Comum. O restante da formação dos alunos será complementada de acordo com a área de interesse do estudante, correspondente à carreira que deseja seguir no ensino superior. Ao todo, ele contará com cinco opções de trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. As quatro primeiras são iguais às segmentações feitas pela prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em pronunciamento, o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares, explicou que não haverá o fim de nenhum conteúdo ou disciplina. “Do que a Base Nacional definir, todas elas serão obrigatórias na parte da Base Nacional Comum: artes, educação física, português, matemática, física, química [...]. A diferença é que quando você faz as ênfases, você pode colocar somente os alunos que tenham interesse em seguir naquela área. Vamos inclusive privilegiar professores e alunos com a opção do aprofundamento”, disse.

Disciplinas obrigatórias e não-obrigatórias

O secretário também comentou a polêmica que rodeava o fim da obrigatoriedade de disciplinas como artes e educação física no ensino médio. “Não está decretado o fim de nenhum conteúdo de nenhuma disciplina. Quando migrar para a Base Nacional Comum, lá estarão todos. A diferença é em quando você faz as ênfases [...]. Não adianta continuar pensando que vamos ensinar tudo a todos, enquanto que as habilidades e as competências individuais de cada um de nós são diferentes”, conta.

No texto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996), está determinado o fim da obrigatoriedade do ensino de arte e de educação física no ensino médio. As disciplinas serão obrigatórias apenas no ensino infantil e fundamental. Outras disciplinas como filosofia e sociologia também deixarão de ser obrigatórias, mas estão garantidas na Base Nacional Comum e podem voltar a ter obrigatoriedade.

O inglês será o idioma obrigatório ensinado durante o ensino médio, com a possibilidade de as escolas lecionarem outras línguas estrangeiras de forma optativa. O novo cenário passará a valer 180 dias após a publicação da Base Nacional Comum, ou seja, não modificam o currículo atual.

Mais autonomia e flexibilidade

Com as mudanças propostas na MP, os estados passarão a contar com mais autonomia nas decisões referentes ao ensino médio. Além do ensino de idiomas, que poderá contar com uma língua estrangeira a mais, em caráter optativo, os sistemas de ensino poderão definir, por exemplo, um sistema de crédito, que permite ao aluno que interromper os estudos retomar o curso de onde parou, sem precisar cursar um ano inteiro novamente.

Além disso, o sistema de créditos poderá se estender até o ensino superior, após normatização do Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologação pelo MEC. Neste cenário, o aluno que começar uma graduação ou curso técnico terá sua trajetória escolar avaliada para decidir se será necessário cursar disciplinas com conhecimentos e competências que já possui.

Aumento da carga horária

Com a reforma, a carga horária total do ensino médio passará a ser de 1,4 mil horas, tornando o ensino integral, com duração de 7 horas diárias. A expectativa do MEC é que essa mudança tenha início em 2018, após aprovação da MP no Congresso Nacional e conclusão da Base Nacional Comum. Não foi definido um prazo para que as redes de ensino comecem a aderir às mudanças, mas o cronograma do Plano Nacional de Educação (PNE) sugere a implementação do novo ensino médio até o ano de 2024.

Ensino técnico

Após cumprir o currículo obrigatório previsto na Base, os estudantes poderão optar por seguir sua trajetória na formação técnica. A mudança acontecerá dentro do período regular de aulas, sem a necessidade de cursar a modalidade integral. Além disso, as aulas poderão ser comandadas por profissionais sem formação acadêmica específica na área que lecionam. Segundo o secretário Rossieli Soares, isso não valerá para os demais conteúdos, somente para o ensino técnico.


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