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São Paulo sedia XXVI Conselho Universia Brasil

      
Autor: Leo Freitas

Aconteceu na tarde desta quarta-feira (9) o XXVI Conselho Universia Brasil, em São Paulo. O evento contou com a participação do presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, e de 11 reitores e dirigentes das principais instituições de ensino superior do Brasil.

Entre as instituições presentes estavam a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Universidade Anhembi Morumbi, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Grupo Anima Educação, Centro de Educação Tecnológica Paula Souza, Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia e Cento Universitário de Belo Horizonte.

“É uma grande satisfação poder compartilhar as ações do Santander e da Universia. Temos dado um foco especial a inovação, diversidade e ao aprimoramento das equipes. O tema da empregabilidade do jovem, pauta central da nossa última reunião, foi estudado a fundo pela Universia, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), na pesquisa inédita apresentada no seminário nacional promovido em setembro”, falou.

Na ocasião, a pesquisa “O Papel das Instituições de Ensino Superior na Empregabilidade dos seus Alunos”, liderada pela Universia Brasil, ouviu 3.357 universitários e jovens com até dez anos de formação para comparar a experiência acadêmica de suas carreiras. A principal constatação é que há uma falta de alinhamento no tripé da educação composto por instituições de ensino, alunos e empresas. “O estudo revelou que apenas 53,2% dos jovens atuam na área em que formaram e aponta a força do setor privado na empregabilidade. O empreendimento aparece na pesquisa como uma alternativa para quase 55% dos entrevistados. Além disso, apenas 18,9% têm experiência internacional, seja em um intercâmbio para estudos ou trabalho”, contou o presidente.

“Acreditamos que a pesquisa pode contribuir para o debate acadêmico e para o constante processo de inovação nos modelos de ensino. A ideia não é esgotar o assunto, mas iniciar uma discussão sobre o alinhamento entre a universidade, as expectativas dos estudantes e as necessidades do mercado”, completou.

Depois de Sergio Rial, o Conselheiro Delegado de Universia, Jaume Pagès, apresentou um informe da evolução global da Universia em 2016 nas áreas de emprego e formação e serviço acadêmico. “A rede Universia conta com 19,2 milhões de professores e de estudantes universitários de 1.401 universidades presentes em 23 países. Até o momento, nossa comunidade de emprego conta com 2.667 portais de emprego que acumulam 17,8 milhões de currículos e 21,1 milhões de vagas publicadas por 121 mil empresas”, contou.

Seguido de Pagès, o Diretor Geral da Universia Brasil, Luis Cabañas, apresentou as atividades locais da Universia ao longo do ano: “No Brasil, são 404 IES parceiras com 5,8 milhões de professores e alunos representando 76% do coletivo universitário. Este ano, trabalhamos na ampliação do pilar de emprego”, falou.

Na sequência, os reitores conselheiros fizeram suas intervenções sobre os temas inovação, emprego e empreendedorismo:

Prof. Pe. Josafá Carlos de Siqueira, da PUC-Rio
“A palavra inovação ficou focada na dimensão tecnológica. A inovação vai além disso e talvez a inovação sistemática tenha que voltar. As nossas universidades são pioneiras no sistema social e econômico do país."

Rui Fava, do Grupo Anima Educação
“A revolução Industrial veio e os alunos pararam de pensar. Estamos voltando para a era grega, pensar sentir e agir. As disciplinas quadradas que temos hoje não nos servem mais. Se o aluno não pensar, não sentir e não agir, não tem inovação."

Benedito Guimarães Aguiar Neto, da Universidade Presbiteriana Mackenzie
"Só existe inovação se tiver aplicabilidade."

Oscar Hipólito, da Universidade Anhembi Morumbi
"Muitos estudantes de engenharia não concluem o curso porque não encontram estágio."

Carolina Marra, do Cento Universitário de Belo Horizonte
"Temos que ensinar nas Academias e Universidades a questão da liderança feminina. Sabemos que uma mulher que ocupa o mesmo cargo de um homem ganha 40% menos que ele. Isso é um absurdo e as universidades devem ensinar que isso é errado."

Rui Vicente Oppermann, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
"Se alguém pensa que só com investimento do governo vamos fazer a inovação acontecer, digo: isso é um ledo engano. Quem faz inovação é Universidade, a empresa que investe e o governo. As bolsas de empreendedorismo devem ir para quem não é empreendedor. O empreendedor já sabe o que fazer para empreender. Transferência de conhecimento não é inovação. É você olhar para a produção e melhorá-la."


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