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Aluno que tinha estratégia é quem foi bem na Fuvest 2017, diz professor

      
Prova demandou mais do que conhecer o conteúdo
Prova demandou mais do que conhecer o conteúdo  |  Fonte: Shutterstock

Muitos alunos ficaram com a sensação de que a primeira fase da Fuvest 2017, aplicada no último domingo, 27, foi a mais difícil em muitos anos e não foi à toa. Segundo o coordenador da turma de Medicina do Curso Poliedro de São José dos Campos, Márcio Figueiredo Guedes, foi preciso mais do que apenas domínio dos conteúdos para se destacar.

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De acordo com o professor, ter uma estratégia foi fundamental na hora de responder às questões. “Às vezes, era muito mais sagaz pular as mais difíceis do que se debruçar sobre elas e gastar mais tempo do que se podia”, explica. Era preciso ter organização na hora de responder e elencar primeiro as fáceis e depois as difíceis pode ter sido o divisor de águas entre quem passou para a segunda fase e quem não.

Para Guedes, a prova não fugiu do esperado. “Ela exigiu do aluno coisas muito específicas. Aquele aluno bem preparado se destacou, a estratégia foi fundamental para garimpar ponto”, afirma. Seguindo o padrão tradicional da Fuvest, a prova soube intercalar questões tradicionais com assuntos contemporâneos. “Exigiu que o aluno soubesse a matéria e estivesse atualizado. Não adiantava só o conteúdo de livros, mas ter aquilo mais, a questão das atualidades”, diz o professor.

Apesar de não acreditar que uma prova em específico tenha sido mais difícil, Márcio destaca a de matemática. Porém, literatura também demandou especial atenção dos candidatos. Houve uma cobrança intensa das obras obrigatórias. “Todas as questões citavam alguma obra, quem leu os livros na íntegra foi quem obteve sucesso”, afirma.

Entre as mais fáceis estavam inglês e biologia. “As alternativas tinham a resposta correta e as demais eram ridículas. Salvo o aluno que não sabe nada de inglês, podia fazer por simples eliminação (...) Biologia não cobrou nada de diferente, apesar de ser consistente”.

No geral, o professor acredita que a prova não pegou os alunos de surpresa, tendo se mantido fiel ao que é visto na sala de aula. Porém, exigiu mais do que apenas domínio das matérias. “Cobra do aluno estratégia, um aluno que saiba conteúdo, que saiba interpretar e interpretar rápido”, afirma. Quem conseguiu controlar a ansiedade e colocar na prova o que aprendeu de modo estratégico também pode ter tido maiores chances.

SEGUNDA FASE

E se a primeira fase foi sentida como difícil, a segunda vem para exigir ainda mais. A maior dica do professor é ter domínio na redação – e não somente a principal. “O aluno precisa saber uma bela redação, mas no sentido de que cada questão ele tem que saber redigir muito bem. Tem aluno muito bom que não sabe colocar no papel e se o corretor lê e não entende, então, não está correto”, afirma Guedes.

A dica, além de ficar atento na maneira de colocar e explicar as respostas, é observar provas anteriores justamente para adquirir essa habilidade dissertativa, administrar bem o tempo e, claro, estar preparado para a redação. “A redação própria tem uma validade de ponto enorme e isso é o que diferencia muitos de entrar ou não”.


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