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Quase metade dos estudantes brasileiros não é capaz de exercer plenamente sua cidadania

      
Fonte: Shutterstock

O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) avalia a cada três anos a educação em 70 países, entre eles o Brasil. O teste conta com 6 níveis de proficiência, sendo que o critério para um estudante capaz de exercer plenamente a sua cidadania é que ele passe para o nível 2. Dos estudantes brasileiros, 44,1% não chegou a esse nível na média entre as matérias.

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Olhando para as áreas separadamente os resultados são ainda mais preocupantes.
Em matemática, 70,25% estão abaixo do nível 2, e 0,13% no nível 6
Em ciências, 56,6% estão abaixo do nível 2, e 0,02% está no nível 6
Em leitura, 50,99% estão abaixo do nível 2, e 0,14% estão no nível 6

Ou seja, boa parte dos estudantes possui dificuldades extremas em interpretar textos simples, seguir instruções claras e executar contas simples. Para comparação, a média de estudantes dos países OECD é de 11% atingindo os níveis 5 e 6.

Em matemática, o relatório mostrou que os alunos não são capazes de aplicar raciocínio matemático, formular, empregar ou interpretar a matemática em uma série de contextos. Essa é a área em que os alunos brasileiros mais penam, e esse ano a diminuição da média do país foi a primeira queda desde 2003, quando o país entrou no teste. A queda brusca praticamente anulou o crescimento tímido apresentado em anos anteriores. Em 2012, a média chegou a 389, mas os 377 pontos de 2015 aproximam o país do seu desempenho feito em 2006 (370 pontos).

Em ciências a situação não é muito diferente. O Pisa avalia nessa área que os estudantes brasileiros não sabem identificar uma explicação cientifica, interpretar dados, ou identificar a questão abordada em um projeto experimental simples. A média de 401 pontos representa uma queda de 1 ponto em comparação ao ano passado, o que ainda é bem abaixo da média mundial de 501 pontos.

Em leitura o país se manteve estagnado com 407 pontos, o que também é um desempenho ruim, considerando-se que a média internacional é de 493 pontos. O Pisa apontou que os estudantes têm mais facilidade em lidar com interpretações próximas da sua realidade, mas que sofrem para interpretar textos formais e cartas oficiais.


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