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Ensino superior do futuro será mais do que ensinar habilidades específicas

      
Ensino superior do futuro será mais do que ensinar habilidades específicas
Ensino superior do futuro será mais do que ensinar habilidades específicas  |  Fonte: Paula Crem/ Divulgação Blackboard

O ensino superior do futuro será mais do que ensinar habilidades específicas. Ao menos é nisso que acredita a diretora de estratégia da Blackboard, Katie Blot. Em passagem pelo Brasil durante o Fórum de Lideranças: Desafios da Educação, ela comentou sobre o futuro da educação, as mudanças que podemos esperar e o uso da tecnologia no ensino.

Atuando com educação há 23 anos e atualmente trabalhando dentro de uma empresa cujo foco é a inovação na educação, Katie afirma que o uso da tecnologia é fundamental para permitir o acesso para todos. “Eu vi em primeira mão o impacto que a educação tem no aumento do potencial dos indivíduos. A tecnologia é o caminho para democratizar a educação ao redor do mundo”, afirma.

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Ela explica que as demandas relacionadas à educação mudaram ao longo dos anos. “Antes um estudante pensava em quanto dinheiro ele precisava guardar para poder estudar, hoje ele pergunta se aquela instituição vale o dinheiro dele”, diz. A pressão sobre as instituições de ensino também está cada vez mais forte. Segundo a diretora, as expectativas estão cada vez maiores e há a necessidade de se servir cada vez mais pessoas com mais qualidade.

Se antes o grau de qualidade era medido pelo número de alunos aprendendo, hoje as universidades estão observando quantos estudantes estão progredindo e concluindo a graduação. “Estamos vendo o aumento de um ensino de ‘consumidor’, em que o estudante tem uma expectativa e quer que ela seja alcançada. Cada vez mais ele procura uma experiência única, ele quer sentir que aquela aula é para ele, exclusivamente”.

MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO

Segundo Katie há uma mudança ocorrendo tanto na educação em si quanto nos estudantes. “Eles esperam aprender com todos e estar conectados com todos ao seu redor Não apenas uma relação com alguém que está ensinando, eles esperam se relacionar com as pessoas dentro e fora das disciplinas e ter as coisas no momento em que querem, on demand”.

Ela acredita que, no futuro, a educação será muito mais sobre conseguir trafegar por várias áreas e possuir determinados talentos do que dominar apenas aquilo que você estudou. O desenvolvimento das chamadas soft skills está entre o que Katie acredita ser um dos pontos que mais serão abordados e em um futuro que já começou a acontecer.

“Acredito que continuaremos tendo essas etapas de educação que são importantes para conduzir especialmente os mais jovens, mas também acredito que não há como, no futuro, alguém se manter com a mesma educação que recebeu por quinze anos. Os empregos estão mudando. Está muito claro que que a educação precisa devolver várias habilidades e não apenas uma. O Ensino Superior será mais sobre talento do que currículo ”, afirma Katie.

Em relação à tecnologia, Katie afirma que alguns pontos já estão sendo aplicados pelas instituições. Segundo ela, já se explora questões como foco em dados e insight, novos modelos de entrega para esses alunos, foco na experiência do estudante e muito mais abordagem online. Ao que tudo indica, o conceito de sala de aula, professor único e mesas seguidas umas das outras não terá vida longa.


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