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Estratégias para promover a participação dos estudantes em sala de aula

      
Uma forma de atrair a atenção participativa é relacionando o conteúdo da matéria com o cotidiano
Uma forma de atrair a atenção participativa é relacionando o conteúdo da matéria com o cotidiano
  • A participação em sala de aula deve ter critérios de avaliação claros. Não se trata de medir de forma quantitativa, mas sim estabelecer uma série de índices de conquistas que possam ser medidas de forma qualitativa.
  • É na planificação da matéria que o aluno tem acesso aos critérios de avaliação e a forma como serão aplicados.
  • Antes de começar uma matéria nova, o professor pode perguntar aos alunos os seus conhecimentos prévios e as suas preferências. 

É importante limitar o tempo que o professor vai dedicar a uma atividade em sala de aula, por exemplo. Se o professor se desvia do assunto central faz com que os alunos se distraiam e se esqueçam dos seus objetivos educativos.

Romper a barreira do silêncio para conseguir uma participação fluida é uma tarefa ambiciosa e difícil. Essa participação tem que ser motivada, porque supõe um esforço considerável que rompe com algumas crenças estabelecidas, como a de que em classe só fala o professor, a vergonha de falar em público, o medo a dizer algo errado, medo das reações dos colegas...

Portanto, se a aula tem uma duração de 50 minutos e o professor fala durante 48 minutos, não se pode pedir a participação dos alunos, a menos que o docente abra outros meios de participação, como ter um contato com os alunos fora da Instituição, através de e-mails, a criação de blogs sobre as aulas com espaços para comentários, a criação de grupos fechados nas redes sociais etc...

O aprendizado aplicado ao cotidiano

Um recurso eficiente de participação em classe acontece quando há espaço para comentários sobre assuntos atuais que estão relacionados direta ou indiretamente com a matéria. É uma maneira de conectar o que se aprende com o mundo real. Portanto, uma aula onde o professor consegue dispor de materiais que aproximem a matéria com o cotidiano dos seus alunos sempre será mais fácil que os mesmos retenham o que aprenderam.

Para que os alunos retenham e compreendam com maior facilidade alguma matéria, às vezes é preciso que o professor exemplifique e demonstre o que ensina e dê exemplos. É a melhor maneira de que os alunos possam entender a utilidade de aprendê-lo.

Dar a oportunidade de o aluno resolver um problema proposto em sala é uma forma de reforçar o conteúdo dado e fomentar a análise crítica do estudante e relacionar esse aprendizado com os desafios que podem aparecer no cotidiano.  

Tempo ao tempo. Os alunos precisam aprender a fazer as coisas do seu jeito, e usar os seus próprios recursos. Se o professor da a matéria “mastigada”, o estudante perde uma excelente oportunidade de flexibilizar o seu processo de aprendizado.

Debate e trabalho em grupo: exemplos de cooperação

O debate talvez seja o maior desafio, porque pode se transformar numa disputa incontrolável. É um recurso que pode ser usado quando a classe já possui um comportamento relativamente participativo. No debate podem ser trabalhadas várias competências úteis para o mercado de trabalho: as competências sociais, linguísticas, e com elas o aluno aprende a argumentar, usar o raciocínio lógico e analítico, persuadir, e defender sua postura.

O trabalho em grupo é uma alternativa que, além de cumprir com os objetivos de participação em classe, estabelece os laços de comunicação entre os integrantes de cada equipe. A participação na aula será muitas vezes mais produtiva se for multidirecional, também entre os alunos, e não só bidirecional (entre o estudante e o docente).


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