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O poder público e a educação digital

      
O poder público e a educação digital
O poder público e a educação digital  |  Fonte: istock

Mas apesar do acesso digital ter crescido de forma espantosa, isto não foi acompanhado por um aumento da educação digital no mesmo nível. Apesar de termos um número cada vez crescente de nativos digitais, que são as pessoas nascidas a partir da era da informação, isto não foi acompanhado por um aumento da educação digital no mesmo nível.

O Papel do Estado

O poder público tem um papel fundamental na disseminação da educação digital, pois só ele possui as condições para implantar um projeto a nível federal que contemple todas as necessidades da população, seja ela nativa digital ou não.

É principalmente na escola pública que deve incidir esta atuação do Estado. A rede particular, de uma forma geral, já encontra-se bem equipada para ministrar aulas de informática aos alunos desde a mais tenra idade. Por outro lado, as escolas públicas em sua maioria, apesar de equipadas com computadores e WiFi, dificilmente vê os mesmos serem utilizados pelos professores em suas atividades.

Este é o ponto principal. Existe uma distância entre o Estado, que legisla e planeja, e os professores que executam essas políticas educacionais. Muitos não estão capacitados para ministrarem aulas utilizando equipamento digital e, por outro lado, faltam ainda profissionais capacitados para ministrarem informática nas escolas.

Pensando nisso, o Ministério da Educação em governos anteriores implantou o Proinfo Integrado, que oferece cursos de formação em educação digital para professores da rede pública de todo o Brasil. Mas ainda resta muito a ser feito. Apesar da iniciativa, seus efeitos ainda não foram sentidos. E existe até mesmo uma certa resistência por parte de alguns profissionais mais antigos em adquirirem uma nova capacitação para incrementarem a sua metodologia de trabalho.

A dura realidade dos professores da rede pública no Brasil frequentemente os obriga a trabalhar em três escolas, fazendo dobras ou até mesmo triplas jornada de trabalho. Em vista disso, não é difícil compreendermos o motivo pelo qual muitos não se animam com as capacitações oferecidas pelo governo.

Celular: vilão ou amigo?     

A mentalidade daqueles que não são nativos digitais também atrapalha bastante a implementação da educação digital. Como muitos professores fazem parte de uma geração nascida nas décadas de 50, 60, 70 e 80, quando os computadores pessoais ainda não haviam se popularizado no Brasil, eles não conseguem conceber como o telefone celular pode se tornar um grande aliado dentro da sala de aula.

Com o advento dos smartphones, adquirimos a possibilidade de termos um pequeno computador na palma da mão. Na falta de uma sala de computador com funcionários que possam administrá-la, os professores poderiam usar os próprios celulares dos alunos para que eles pesquisam na Internet.

Como os alunos de qualquer maneira utilizam muito a internet no dia a dia, se eles não encontrarem na escola uma orientação para o seu uso, irão considerá-la uma instituição distanciada da realidade em que vivem.

Mas não é justo colocarmos o atraso da educação digital totalmente na conta dos professores ou do governo federal. As redes públicas municipal e estadual poderiam abraçar a causa e abrir mais concursos para professores de informática educativa. Ou então poderiam liberar o Wifi nas salas de aula, desde que os sites de redes de relacionamento fossem bloqueados, obviamente.

A educação digital é natural para os jovens, já existe como projeto do governo federal, mas falta realmente ser abraçada por boa parte dos professores e pelo poder público municipal e estadual. Se os projetos não forem coordenados em todos os níveis de esfera do poder, e se cada um não entender a real importância da educação digital, dificilmente os projetos e iniciativas se concretizarão.


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