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Aprender fazendo: a cultura maker na escola

      
Aprender fazendo: a cultura maker na escola
Aprender fazendo: a cultura maker na escola  |  Fonte: Shutterstock (Brasil)

Criatividade, iniciativa, autonomia e trabalho coletivo são valores não somente apreciados e incentivados na educação brasileira, mas são essenciais para que o jovem se insira na sociedade como cidadão crítico, participativo e social. São essas as características que definem a cultura maker. Um novo nome para uma antiga ideia.

BREVE HISTÓRICO

Apesar da ideia de uma cultura maker (“cultura dos fazedores”, literalmente), ou seja cultura de fazer a coisas por nós mesmos, ser praticamente impossível de se datar, haja vista que em momentos de crise as pessoas se vêem compelidas a improvisar e criar novidades, essa terminologia surge oficialmente em 2005 com o lançamento da Make magazine, que divulga as ideias de vários makers nos Estados Unidos. (ver https://makezine.com/ )

Como dito, a cultura maker em si é mais antiga do que a denominação do movimento. Exemplos disso são, além do pioneirismo do movimento punk na década de 70, fruto também da recessão mundial na época, filmes e séries da década de 80 como “Viagem ao Mundo dos Sonhos” e “Profissão Perigo (MacGyver)”. No primeiro, um grupo de adolescente americanos monta uma nave espacial a partir de sucata encontrada em um ferro velho; no segundo, o protagonista (MacGyver) é um agente secreto que cria soluções e saídas para problemas complexos utilizando objetos simples que tem à mão. 

O impacto de MacGyver no imaginário brasileiro foi tão marcante, que o nome do personagem se tornou apelido para pessoas que consertam aparelhos ou criam máquinas a partir de sucata ou objetos mais simples. Esta influência se faz notar, não somente no Brasil, mas também no mundo anglo saxônico, pois em 2015 o verbete “MacGyver” foi acrescentado ao Dicionário de Inglês Oxford como sinônimo de pessoa que faz ou repara objetos de maneira criativa usado o que tiver à mão. (ver https://veja.abril.com.br/educacao/macgyver-e-oficialmente-um-verbo-no-dicionario-oxford/ ).

Portanto, a ideia de cultura maker é bem conhecida no mundo, foi somente a consolidação do conceito a partir do lançamento de Make magazine em 2005, que representou uma novidade.

CULTURA MAKER NA EDUCAÇÃO

A cultura maker tem um papel essencial na educação. Numa época em que os alunos são todos nativos digitais, acostumados a utilizar eletrônicos e a lidar com jogos de construção onde podem exercitar livremente a imaginação, o modelo de escola tradicional torna-se extremamente obsoleto e desinteressante. Em outra palavras, os alunos precisam da cultura maker, pois ela atende às suas necessidades básicas educacionais.

A cultura maker na educação já é aplicada principalmente nos cursos de robótica, onde os alunos exercitam toda sua imaginação e criatividade na criação de robôs. Como criar um robô envolve uma série de problemas e questões, o jovem que se propõe a isso acaba tendo que exercer habilidades de interdisciplinaridade, outro aspecto valorizado pelos sistema educacional brasileiro.

Mas a cultura maker na educação não tem que ficar limitada à robótica, onde ela já é muito bem exercida. A cultura maker pode e deve estar presente em todas as disciplinas escolares. 

De certa forma, quando um professor passa para os alunos um trabalho de grupo, onde os alunos precisam construir uma maquete ou elaborar uma apresentação criativa sobre algum assunto, nestes momentos a cultura maker está sendo trabalhada, mesmo que não seja denominada assim.

O lado bom de termos este conceito bem fundamentado, é que o professor tendo consciência do que está fazendo com seus alunos, possui maiores chances de sucesso e ainda pode elaborar suas aulas de maneira melhor.

Numa aula de História, por exemplo, os alunos podem escrever uma peça de teatro histórica e criar seus próprios figurinos. As possibilidades de aplicação da cultura maker na escola, para além das áreas tecnológicas, são inúmeras e representam uma grande oportunidade para os alunos voltarem a ver sentido e renovar o interesse pela escola.


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