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Design thinking na educação: descubra o que é e como aplicar

      
Do Design para as salas de aula: o Design Thinking é uma grande tendência na educação hoje.
Do Design para as salas de aula: o Design Thinking é uma grande tendência na educação hoje.  |  Fonte: iStock

Para enfrentar desafios e elaborar soluções eficientes é preciso conhecer alguns métodos eficazes. O Design Thinking é uma das metodologias que têm feito mais sucesso nesse sentido, não apenas no mundo dos negócios, mas também no do ensino. A inserção do Design Thinking na educação já é uma realidade em diversos países, inclusive no Brasil.


Essa abordagem inovadora vem ganhando espaço nas escolas não apenas com o objetivo de encontrar caminhos melhores para a superação dos problemas complexos e diversos do campo do ensino, mas também como uma metodologia para a formação de estudantes mais criativos, colaborativos e preparados para a sociedade contemporânea.

Mas o que é Design Thinking?

O Design Thinking é uma abordagem estruturada que visa a elaborar e colocar em prática ideias e soluções eficientes para desafios encontrados em diferentes ambientes, como empresas, universidades e escolas. Como o seu nome indica, métodos do Design Gráfico são essenciais nesse processo, transportando dessa área específica as formas de pensar, abordar problemas e gerar soluções para outros campos.


A partir dessa abordagem teórico-prática, os usuários do Design Thinking identificam problemas, reúnem informações, elaboram possíveis soluções, refinam ideias e realizam testes, ao longo de um processo que pode ser dividido em cinco etapas principais:


  1. Descoberta: identificação de um desafio/problema e da forma como ele deve ser abordado.

  2. Interpretação: imersão no desafio, levantamento e interpretação de informações.

  3. Ideação: criação de ideias e possíveis soluções.

  4. Experimentação: aplicação de ideias e testes.

  5. Evolução: aprimoramento da solução.


Tudo isso é feito através de um olhar que tem as pessoas como principal foco e que busca usar diferentes pontos de vista, além de algumas características próprias dessa abordagem, como:


  • Empatia;

  • abertura;

  • curiosidade;

  • colaboração;

  • construtividade;

  • experimentação.

O Design Thinking na educação

No ensino, o Design Thinking traz algumas perspectivas muito importantes, como a da multidisciplinaridade, a da colaboração e a da busca de soluções que considerem as necessidades e os desejos das pessoas envolvidas. Além disso, como uma metodologia que enfatiza ideias práticas para resolver problemas reais do mundo, essa abordagem tem se tornado cada vez mais valorizada no universo atual da educação.


A aprendizagem dos alunos, de acordo com o Design Thinking, pode se construir através da elaboração e proposição de ideias pelos próprios estudantes, pelo desenvolvimento de soluções, experimentação e avaliação de acordo com um contexto sociocultural específico.


Para uma sociedade complexa, ambígua e em constantes transformações, ensinar as futuras gerações a compreender e a lidar com a complexidade do mundo e a resolver problemas de forma criativa, mas estruturada, tornou-se essencial.

Mas como exatamente aplicar o Design Thinking à educação?

O Design Thinking na educação se encontra tanto dentro das salas de aula quanto fora delas, na busca de soluções pedagógicas e administrativas. No ensino, aplica-se principalmente através de desafios que têm como foco o desenvolvimento da empatia e da ação, o encorajamento da ideação e a participação ativa de estudantes na criação de soluções. O processo desenvolve-se a partir das mesmas etapas citadas anteriormente:


  1. Descoberta: os estudantes buscam compreender o desafio e reunir informações, a partir de pesquisas, entrevistas com especialistas e a observação e compreensão da realidade.

  2. Interpretação: os alunos buscam interpretar as informações reunidas e os sujeitos envolvidos na situação. Nessa etapa, encoraja-se a empatia e a compreensão das necessidades e desejos das pessoas, em busca de formas de impactá-las positivamente.

  3. Ideação: este é o momento de "brainstorm" dos estudantes, ou seja, de levantar uma série de ideias e encará-las sem qualquer tipo de julgamento.

  4. Experimentação: chega a hora de criar um ou mais protótipos – um esboço ou primeira versão de uma solução – e colocá-los em teste.

  5. Evolução: por fim, os alunos podem tirar conclusões a partir dos diversos testes e aprimorar o(s) seu(s) protótipo(s).


A inserção do Design Thinking na educação pode se desenvolver de diversas formas, a partir de diferentes atividades, com etapas adicionais ou não. Atualmente, há até mesmo pacotes de ferramentas e técnicas para aplicar essa abordagem ao ensino, as quais podem ser adaptadas pelos professores de acordo com o contexto e as necessidades específicas dos seus alunos.


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