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Inveja tem nome: síndrome de Procusto

      
Inveja tem nome: síndrome de Procusto
Inveja tem nome: síndrome de Procusto  |  Fonte: Shutterstock

Procusto cortava os membros do corpo da vítima ou as esticava até que coubessem em sua cama de maldades.

É difícil imaginarmos tamanho sadismo e crueldade, mas esta história ilustra perfeitamente um velho mal que é conhecido no mundo inteiro: a inveja. E não é qualquer tipo de inveja. A síndrome de Procusto não consiste simplesmente do desejo de ter o que o outro tem, mas envolve ainda a recusa em reconhecer valor em outro que é evidentemente melhor, e fazer de tudo para desqualificá-lo e prejudicá-lo, moralmente e até mesmo fisicamente.

Ela ocorre principalmente em ambientes coletivos onde nosso desempenho é frequentemente posto em comparação ao de outras pessoas, como colégios, faculdades e local de trabalho.

Mas como saber se temos ou não a síndrome? 

Abaixo estão listados alguns dos principais sintomas associados à Síndrome de Procusto:

  • Não comemora as conquistas dos seus colegas de trabalho ou escola;

  • Sente-se ameaçado por pessoas que são mais talentosas ou possuem mais formação;

  • Recusa-se a assumir projetos desafiadores por medo de falhar e ficar exposto;

  • Sempre despreza as opiniões alheias procurando mostrar que são falsas ou não procedem;

  • Costuma fazer de tudo para atrapalhar os projetos dos seus colegas

Se você possuir pelo menos três destes sintomas, é melhor começar a rever suas atitudes e procurar um psicólogo. Provavelmente você sofre da Síndrome Procusto.

Causas:

As pessoas que sofrem deste mal possuem problemas emocionais ligados à autoestima. Elas costumam ser exageradas: ou elas se acham as piores pessoas do mundo ou se acham as melhores. A falta de um perfil emocional equilibrado e saudável é a grande causa para a Síndrome de Procusto.

Mas é aí que reside o lado mais dramático. Segundo o psicólogo Fábio Roesler em artigo publicado em 8 de Outubro de 2014 no site Guarulhosweb, as doenças emocionais são o mal do século 21. E a avaliação dele é corroborada por outros estudos que apontam os impactos afetivos do uso excessivo de mídias digitais por adolescentes.

Levando-se em consideração que as doenças psicossociais não recebem a devida atenção das pessoas e das autoridades, a não ser quando em estágio avançado, o que prejudica as ações de cunho preventivo; temos o cenário ideal para que a Síndrome de Procusto se expanda cada vez mais.

 Consequências

A partir destes dados, temos uma perspectiva de futuro tão sinistra quanto o mito grego de Procusto. Se a Síndrome de Procusto está relacionada ao desequilíbrio emocional, e por sua vez as doenças emocionais, entre elas a depressão, são o mal do século, isto significa que a Síndrome de Procusto também figurará entre os males da nossa era.

As consequências tanto a nível de trabalho, quanto a nível de estabelecimentos educacionais, são ambientes improdutivos e estagnados onde a criatividade e a inovação são tolhidos e não recebem incentivos.

Trabalhadores com a Síndrome de Procusto se preocupam mais em manterem os próprios empregos do que com a qualidade do trabalho em si. A qualidade do trabalho por si só deveria ser o diferencial para se manter no emprego ou não, mas como pessoas com a síndrome possuem baixíssima autoestima, elas se preocupam mais em eliminar qualquer um que faça a sua própria ineficiência ficar evidenciada. O ambiente profissional transforma-se em um grande reality show, com todos os jogos e intrigas que eles trazem.  

Quanto ao campo educaconal, ou mais propriamente acadêmico, o que poderia  ser uma rivalidade saudável, torna-se exatamente o oposto. Um professor unversitário com Síndrome de Procusto, e evidentemente um excesso de autoestima, não hesitará em prejudicar e desmerecer as pesquisas acadêmicas de qualquer aluno brilhante que o ameace enquanto intelectual reconhecido.

O que fazer?   

Se alguém verificar pelo menos três dos sintomas descritos, deve procurar um profissional e reavaliar as próprias atitudes. Isto é importante não apenas para a pessoa que sofre da Síndrome de Procusto, mas a sociedade como um todo agradece.



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