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O empreendedorismo jovem no Brasil

      
Cerca de 19 milhões de jovens adultos brasileiros, entre 18 e 34 anos, já são proprietários de empreendimentos.
Cerca de 19 milhões de jovens adultos brasileiros, entre 18 e 34 anos, já são proprietários de empreendimentos.  |  Fonte: Fotos Uniersia

O espírito aventureiro dos jovens e, muitas vezes, a disponibilidade maior de tempo, além da vontade de aprender, tornam essa faixa etária perfeita para o universo do empreendedorismo.

Estima-se que quase 7 milhões de brasileiros entre 18 e 24 anos tenham empreendimentos atualmente, em estágio inicial ou já estabelecidos. Entre os jovens adultos de 25 a 34 anos, esse número passa dos 12 milhões.

Quer saber mais sobre o cenário atual do empreendedorismo jovem no Brasil e sobre as perspectivas e desafios desse público? Então continue lendo este artigo.

Cresce o empreendedorismo jovem no Brasil

A pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), realizada no Brasil pela equipe do IBQP com o

apoio do SEBRAE, vem revelando o crescimento constante de empreendedores jovens no país. No Relatório GEM 2017, já havia sido constatado que os adultos de 25 a 34 anos eram os mais ativos na criação de novos negócios, seguidos pelos de 18 a 24 anos: 30,5% dos brasileiros de 25 a 34 anos e 20,3% dos jovens entre 18 e 24 anos revelaram-se proprietários de empreendimentos em estágio inicial.

Em 2018, esses números cresceram no caso de brasileiros entre 18 e 24 anos: de 20,3% para 21,2%, o que significa que os mais jovens ultrapassaram em porcentagem os empreendedores iniciais de 25 a 34 anos (que teve uma pequena queda de 0,1%). Tornaram-se, assim, a faixa etária com a maior porcentagem de proprietários de empreendimentos em estágio inicial.

Por outro lado, no caso de empreendimentos já consolidados, os brasileiros de 35 a 64 anos se destacam. No entanto, a fração de jovens adultos que já têm negócios estabelecidos também cresceu. A porcentagem dos brasileiros entre 18 e 24 anos foi de 3,3% para 5,7%, enquanto entre os adultos de 25 a 34 anos esse número passou de 12,5% para 16,1%.

Como os jovens veem o empreendedorismo

Segundo o estudo Juventude Conectada 2018, realizado pela Fundação Telefônica Vivo, em parceria com o IBOPE e a Rede Conhecimento Social, a maioria dos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos que fazem parte do universo do empreendedorismo considera que empreender é ter um propósito, conseguir colocar em prática seus sonhos, liderar ideias criativas e ser protagonista da própria vida.

Embora quase a metade deles, 44%, não acredite que empreender seja a melhor forma de ganhar dinheiro, e um terço dos entrevistados declare que ser empreendedor não se trata de ter um trabalho com tempo flexível, 70% afirma que prefere ter um negócio próprio e se desafiar a criar produtos e/ou serviços.

Quando indagados a respeito do que significaria alcançar sucesso com um empreendimento, 60% dos entrevistados concordou que sucesso é ter um negócio de impacto, que traz benefícios pessoais e para a sociedade, enquanto para 56% trata-se de obter um bom lucro.

Desafios do empreendedorismo jovem

A falta de conhecimento e experiência são desafios que o jovem empreendedor costuma enfrentar, mas não são os únicos. De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE), os jovens empreendedores veem a burocracia e a alta carga tributária como os principais entraves para o seu negócio.

Já o estudo Juventude Conectada aponta como desafios do empreendedorismo jovem a falta de tradição empreendedora no país e a dificuldade de conseguir capital para investir. Além disso, os jovens estão constantemente sendo encorajados a buscar empregos estáveis e segurança financeira, em detrimento do empreendedorismo. Para jovens negros e/ou de classes mais baixas, a falta de investimento pesa ainda mais – e vem acompanhada do mito de que só o homem branco e de classe alta consegue empreender.

De acordo com o CONAJE, uma forma encontrada pelos jovens para contornar alguns desses desafios é a busca por políticas governamentais e entidades como o Sebrae, além de consultorias especializadas. Quase um terço dos entrevistados pela pesquisa também revelaram ter a Internet como uma aliada. De fato, há cada dia mais materiais, bem como cursos à distância, disponíveis on-line para quem quer trilhar o desafiador, mas empolgante, percurso do empreendedorismo jovem.


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