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Trabalhar sob pressão: os limites do assédio moral

      
Trabalhar sob pressão: os limites do assédio moral
Trabalhar sob pressão: os limites do assédio moral  |  Fonte: istock

ASSÉDIO MORAL

De acordo com um artigo publicado no Universia em Maio de 2019, o assédio moral consiste na prática recorrente de humilhações, ofensas, constrangimentos, preconceitos e coisas do tipo no ambiente de trabalho, não somente entre pessoas de níveis hierárquicos diferentes, mas também entre empregados.

Ver https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2019/05/24/1164807/assedio-moral-trabalho-combate-lo.html

Apesar de, inicialmente, a classificação do assédio moral ter se concentrado na relação entre patrão e empregado, recentemente este entendimento se ampliou para o assédio entre colegas, do empregado em relação ao patrão e até mesmo da própria instituição.

Ver https://www.tst.jus.br/documents/10157/55951/Cartilha+ass%C3%A9dio+moral/573490e3-a2dd-a598-d2a7-6d492e4b2457

TRABALHAR SOB PRESSÃO x ASSÉDIO MORAL

Vamos explorar as fronteiras entre um trabalho feito sob pressão e o assédio moral.

Segundo a cartilha do Tribunal Superior do Trabalho (TST), existem dois tipos de assédio moral: o assédio moral interpessoal e o assédio moral institucional.

E é especificamente no caso do assédio institucional que são mais frequentes as situações que podem levar a camuflar o assédio moral sob a capa do trabalho sob pressão. 

No entendimento do TST, o assédio moral institucional se caracteriza pela prática de estratégias organizacionais desumanas para melhorar a produtividade, criando assim na empresa, um clima desnecessário de competição baseado na humilhação.

E o que seria trabalhar sob pressão e quais seus limites com o assédio moral?

Antes de mais nada, é interessante ressaltarmos que de acordo com estudos trabalhar sob pressão traz o efeito contrário do que se espera com isso. 

Prazos de entrega muito curtos ou cargas de trabalho muito grandes deixam os empregados estressados, com tristeza e sem motivação.

Ver https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/06/21/944947/estudos-revelam-no-trabalhamos-melhor-sob-presso.html

O que não significa que se deva exagerar para o outro lado. Segundo o mesmo artigo citado, o tédio no trabalho - ou seja, a ausência completa de pressão - deixa os empregados improdutivos.

O ideal seria, e isso já ensinado pelo filósofo grego Aristóteles, manter a temperança (sophrosyne), o equilíbrio entre a grande pressão e a inércia.

Ver https://www.theoria.com.br/edicao0209/o_corpo_e_a_temperanca.pdf

Convém observar que o trabalho sob pressão, apesar de não ser diretamente nomeado assim, é condenado pela cartilha do TST quando ela enumera, entre outras, duas situações que caracterizam o assédio moral: 

  • Sobrecarregar o colaborador com novas tarefas (...) provocando a sensação de inutilidade e de incompetência;

  • Delegar tarefas impossíveis de serem cumpridas ou determinar prazos incompatíveis para a realização de um trabalho.

No entanto, pouco mais à frente na mesma cartilha, ressalta-se que exigências profissionais, como cumprir metas e trabalhar com eficiência não configuram assédio mora, desde que amparadas pela legislação e pela necessidade do serviço.

Trabalhar sob pressão, desde que seja uma pressão equilibrada e justificada, não ultrapassa os limites que levam ao assédio moral, e é até necessário que se trabalhe assim para que não se caia na improdutividade laboral.


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