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Orientação profissional: tudo o que você precisa saber

      
orientação profissional
Não existe apenas uma vocação para cada pessoa. Podemos seguir diferentes caminhos – e isso costuma deixar a escolha mais difícil.  |  Fonte: iStock

De acordo com uma pesquisa de 2018 realizada pela empresa CMOV - Construindo Carreiras, 80% dos universitários brasileiros não sabem o que fazer profissionalmente. Além disso, o Brasil apresenta taxas altas de evasão universitária, em parte causadas pelo arrependimento de novos ingressantes em relação ao curso escolhido.


A orientação profissional, portanto, precisa ser valorizada e difundida no país, como uma das formas de evitar que os jovens se arrependam de escolhas referentes às suas carreiras. Ademais, muitos profissionais já formados também podem se beneficiar da ajuda dessa área da Psicologia.


Você está em busca da sua “vocação” profissional? Ou é um(a) professor(a) que deseja ajudar seus alunos a escolherem seus percursos acadêmicos e profissionais? Neste artigo, falaremos sobre a orientação profissional e como ela pode ajudar adolescentes e adultos a enfrentarem a difícil escolha de qual carreira seguir. Confira!

Como encontrar sua “vocação” profissional?

Ouvimos frequentemente que precisamos encontrar nossa vocação para fazer escolhas relativas à nossa carreira. O que não costumam nos contar é que a ideia de “vocação” está um pouco ultrapassada.


O termo ‘vocação’ vem de vocare, que significa “chamado”. Segundo a professora Denise Virginia Grisaro Franco, psicóloga, pedagoga e responsável pelo serviço de orientação profissional oferecido pela faculdade de Psicologia da Universidade de Mogi das Cruzes, esse chamado era, inicialmente, “entendido como uma referência ao chamado divino, à ideia de sermos convocados à existência e cumprir nela uma missão pessoal”.


“Neste sentido, porém, tratava-se de um chamado ‘de fora’, ao qual só nos cabe acatar. A ideia hoje é diferente. Atualmente, a vocação não ‘nasce’, mas sim ‘faz-se”, explica a professora. “Hoje em dia consideramos mais adequado o termo ‘orientação profissional’ do que ‘orientação vocacional”, afirma Denise. Isto porque a escolha da profissão deve ser feita por meio de um processo que leve em consideração o potencial, os interesses, as habilidades e os valores do indivíduo.

Orientação profissional na Psicologia: mais de um século de evolução

Se você acha que a preocupação com a orientação profissional de jovens prestes a escolher as suas carreiras é algo recente, saiba que está equivocado(a). Na primeira década do século XX, já havia um educador pensando nisso: o norte-americano Frank Parsons, considerado o pai da orientação vocacional.


Ao longo do século XX, diversos profissionais adicionaram teorias e práticas a esse processo, com cada vez mais conhecimentos novos da Psicologia ganhando espaço na área. Os avanços desse campo de estudo são claros hoje nas pesquisas complexas e nas práticas bem embasadas da orientação profissional na Psicologia.

Como a orientação profissional pode ajudar você

Atualmente, existem diferentes correntes, bem como testes vocacionais, dentro da área de estudo e atuação da orientação profissional na Psicologia. Muitos testes vocacionais podem ser encontrados até mesmo on-line, e realizá-los do conforto do seu sofá pode ser um bom primeiro passo para entender quais carreiras seriam interessantes para você. O recomendado é fazer isso bem antes do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).


No entanto, a orientação de um(a) profissional de Psicologia, que estudou durante anos para auxiliar pessoas nesse processo, é incomparável e insubstituível. Além disso, ao se consultar com um(a) psicólogo(a), você terá um atendimento personalizado, que considerará a sua personalidade, as suas características individuais, possíveis dificuldades e questões psicológicas e emocionais que precisam ser levadas em consideração.


A orientação profissional na Psicologia geralmente é feita ao longo de diferentes sessões, que incluem uma entrevista, uma série de testes e, por fim, um delineamento do perfil dos pacientes, feito pelo(a) psicólogo(a).


O relatório construído no fim do processo permitirá que o indivíduo não apenas conheça os cursos e profissões mais adequados para o seu perfil, mas também que se conheça melhor, tendo mais consciência dos seus interesses e aptidões. Ou seja, a orientação profissional contribui ainda para o autoconhecimento e pode favorecer o desenvolvimento pessoal.


Isso tudo permite que o indivíduo possa fazer a sua escolha de forma mais adequada, mais livre e consciente. Como afirma a professora Denise Franco, alguns elementos podem confundir a pessoa que está passando por esse processo de escolha. “Por diversas vezes, ela pode sofrer pressões de familiares, amigos e professores, e também pode ser influenciada pelo prestígio que cada profissão tem no mercado de trabalho, e acabar desconsiderando seu potencial para uma carreira”, explica Denise.


A liberdade na escolha é justamente a oportunidade do indivíduo optar por uma profissão sem se submeter às pressões. Essa liberdade é o respeito que devemos ter para com ele. A orientação profissional é parte do projeto de vida da pessoa, e nela deve estar incluído o sujeito que é responsável por suas escolhas”, argumenta a psicóloga.


Professores interessados em auxiliar os seus alunos no processo de autodescoberta e de escolha profissional também podem colocar em prática algumas atividades em sala de aula. Para muitos estudantes, contudo, a orientação com um(a) psicólogo(a) ainda será um complemento recomendável.

Atividades para orientação profissional em sala de aula

Muitas atividades sobre orientação profissional podem ser realizadas nas escolas para ajudar os alunos a refletir desde cedo sobre suas carreiras e enfrentar com mais facilidade a difícil escolha profissional.


Se você é professor(a) e gostaria de auxiliar seus alunos nesse processo, confira estas nove atividades para orientação profissional em sala de aula:

1. Leve profissionais para conversar com os estudantes

Convide para a escola profissionais de diversas áreas, para que apresentem suas profissões e o mercado de trabalho. Não faça isso em cima da hora, às vésperas do ENEM e demais processos seletivos; a escolha de uma profissão não é fácil e leva tempo.

2. Encoraje os alunos a meditar

Realize meditações com os alunos. Ela ajuda na concentração, produtividade e redução do estresse, além de contribuir para o processo de autoconhecimento e para a tomada de decisões. Um estudo norte-americano de 2014 concluiu que apenas 15 minutos de meditação mindfulness já podem ajudar seus praticantes a fazer escolhas melhores.

Confira mais dicas sobre meditação aqui.

3. Faça os estudantes refletirem

Realize uma atividade sobre orientação profissional que promova a reflexão acerca do trabalho e de como o indivíduo pode transformar o mundo por meio dele. Pesquisas indicam que, para encontrar um trabalho gratificante, é importante buscar algo que adicione valor à sociedade.

4. Observe as habilidades de cada um

Preste atenção às habilidades dos estudantes. Às vezes, eles só precisam de um empurrãozinho para descobrir aquilo que fazem bem e com prazer.

5. Debata

Incentive debates sobre profissões dentro da sala de aula. Neles, os jovens terão que esclarecer dúvidas a respeito das profissões, assim como mostrar as principais características delas.

6. Leve a arte para a sala de aula

Use a arte como motivador. Filmes, músicas e livros podem ser excelentes guias de autoconhecimento.

7. Mantenha-os informados e atualizados

Apresente estudos e notícias sobre o mercado de trabalho e suas tendências, converse sobre o futuro das profissões e fale sobre as ocupações que devem prosperar nos próximos anos.

8. Engaje os alunos

Lembre-se de deixar as aulas mais envolventes. Trabalho é um assunto sério e que pode assustar ou deixar os alunos entediados. Veja algumas sugestões para evitar esse problema.

9. Organize workshops e leve-os a uma feira de profissões

Workshops sobre profissões são ótimas maneiras não só de apresentar o mundo profissional, como também de fazer os estudantes colocarem a mão na massa e perceberem melhor como é trabalhar em cada área. Se possível, leve-os a uma feira de profissões, o local ideal para explorar várias opções de carreira no Brasil e conhecer profissionais de diferentes áreas.

Quanto mais atividades para orientação profissional, melhor

A escolha profissional por parte dos jovens é um desafio enorme no Brasil, que afeta milhões de pessoas. Por isso, a escola tem um papel fundamental na formação e educação dos seus estudantes, bem como na orientação em prol da descoberta dos caminhos que cada um pode trilhar, a partir de diversas atividades para orientação profissional.


Quanto mais conteúdo os alunos trabalharem dentro da sala de aula, melhor conhecerão a si mesmos e ao mundo e entenderão o que podem fazer para torná-lo melhor.

Orientação profissional não é só para adolescentes!

A orientação profissional não é útil somente para adolescentes e jovens adultos se preparando para prestar o Enem. Muita gente pode se beneficiar da orientação profissional de um(a) psicólogo(a), como é o caso de:


  • Estudantes universitários insatisfeitos com o curso e considerando uma transferência de faculdade;

  • profissionais já formados, mas que querem mudar de área;

  • profissionais que desejam tomar decisões importantes ou efetuar algum tipo de mudança em suas carreiras;

  • pessoas que se encontram diante de algum impasse na vida profissional.


Estudantes e profissionais de baixa renda também podem desfrutar desse serviço, embora tenham opções mais restritas. Em algumas cidades brasileiras, há instituições, faculdades e/ou psicólogos voluntários que oferecem orientação profissional gratuita ou com preços acessíveis. Confira algumas delas:



Ficou interessado(a) em iniciar um processo de orientação profissional? Se você quer saber mais sobre testes vocacionais, clique aqui.


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