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O FIES na ponta do lápis

      
Mais de 150.000 estudantes de todo o país começam hoje, dia 2, a disputa por uma vaga no Programa de Financiamento Estudantil do Governo Federal, o FIES. De todo este montante, apenas 40.000 candidatos serão contemplados com o benefício. · primeira vista, os números parecem ser cruéis com os demais universitários que não são aprovados pelo programa.

No entanto, de acordo com o vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo e professor do Departamento de Economia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Claudemir Galvani, a grande questão não deve pairar sobre capacidade de atendimento do programa e sim na necessidade dos candidatos. "A grande preocupação é se devemos ou não estimular as pessoas sem condições financeiras a estudar", adverte.

Segundo ele, muitos estudantes não têm a mínima capacidade de pagamento, independentemente das condições de financiamento oferecidas. Com isso, o economista sugere que os estudantes façam uma análise criteriosa sobre a real necessidade de aderir ou não a um programa como o este. "Quem contrata o FIES tem de estar ciente que assumiu um passivo de longo prazo", explica.

Sob o ponto de vista econômico, Galvani afirma que o FIES é uma alternativa interessante para os universitários que não tem outra opção a não ser o financiamento. "Para os padrões brasileiros, a taxa de juros do programa (9%) é muito baixa. Isso representa um subsídio para os alunos", diz

Porém, para os alunos que tem uma condição financeira um pouco melhor, o economista recomenda que estes não contratem o serviço. "Apesar de ser subsidiado, o programa pode representar um risco para os estudantes, principalmente por envolver o futuro profissional", conta.

A análise de Galvani é baseada na atual situação financeira do país. Segundo o especialista, o arrocho econômico impede que o mercado amplie sua capacidade produtiva e conseqüentemente o número de postos de trabalho. Com isso as chances de uma boa colocação para um recém-formado são muito complicadas. "Do jeito que o mercado de trabalho está hoje, o estudante teria muita dificuldade para pagar o financiamento", afirma o economista.

Para se ter uma noção de como funciona o FIES, pedimos ao professor José Nicolau Pompeu, da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), que fizesse uma projeção numérica de como seriam as etapas de pagamento de um financiamento. Simulamos como seria o pagamento no caso de uma mensalidade de R$ 700,00 e financiamento de 70%. A taxa de juros do FIES é de 9% ao ano.ÿ

Atenção: Isto é apenas uma simulação. ? preciso levar em contaÿas alterações econômicas do período, pois o valor da mensalidade pode sofrer reajustes e esse reajuste será incorporado ao valor do financiamento. No exemplo abaixo, os valores que aparecem com o sinal *já capitalizado, indicam que o montante foi reajustado, prevendo uma alteração no valor da mensalidade. No exemplo abaixo, o valor da prestação da parte final do pagamento é de R$ 436,02. Vale lembrar que as financiadoras recomendam sempre comprometer no máximo 1/3 do orçamento com um financiamento. Isso significa que, num cenário ideal, para ter uma parcela de financiamento neste valor, a pessoa deve ter uma renda mensal de aproximadamente R$ 1350,00.

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