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Educação em debate no encerramento do II Telecongresso Internacional de Educação

      
"A Educação é um mecanismo de transmissão qualitativa. A qualidade não é uma obrigação técnica, mas um dever ético da Educação". A afirmação é do professor Eduardo Portela, ex-ministro da Educação e atual presidente da Fundação Biblioteca Nacional, e foi feita no II Telecongresso Internacional de Educação de Jovens e Adultos, durante o painel Aprendendo a ser: construindo uma nova ética, que teve como mediador o vice-reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland.

O Telecongresso é promovido pela UnB, o Serviço Social da Indústria (Sesi) e a Organização das Nações Unidas para Educação e Cultura (Unesco), reunindo cerca de 15 mil participantes em todo o País e também no exterior.

As atividades do encontro - realizado entre os dias 14 e 16 de agosto - são transmitidas via satélite e pelo sistema de infovia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para 186 núcleos participantes. O painel sobre ética e educação contou com a participação interativa direto de Goiás, Mato Grosso e Pará.

O professor Timothy Mulholland abriu o painel destacando a importância do Telecongresso. Segundo ele, o conhecimento não pode ficar isolado e por isso a universidade busca interação com a sociedade.

Esta relação, de acordo com Mulholland, é mantida por meio das atividades de extensão: "Elas representam uma integração real e efetiva, sem assistencialismo, para promover a construção social do saber. Ao mesmo tempo, a instituição se realimenta desse intercâmbio para o desempenho de sua função".

O professor Eduardo Portela enfatizou em sua palestra que um dos obstáculos para educação qualitativa e ética é a falta de coesão entre informação, formação e profissionalização.

A ênfase nessa última faz com que as disciplinas formadoras do cidadão sejam descartadas. "Com isso, chega-se ao paradoxo vivido pelo mundo moderno que, na chamada sociedade do conhecimento, há muita informação e pouco conhecimento ou saber", conclui Portela.

Ele ainda defendeu a idéia de que a educação não pode se encerrar no período escolar, pois o homem está em processo constante de aprendizagem. "O ser é um vir-a-ser permanente", disse o ex-ministro.

Propôs também que a educação - definida por ele como "sistema que transforma o objeto em sujeito" - tenha caráter multidisciplinar, quebrando o gueto das disciplinas que, isoladas e sem a reoxigenação da interdisciplinaridade, não são capazes de atender às necessidades do mundo complexo da atualidade.

"O compromisso básico da educação deve ser o estabelecimento de uma ética da discussão, que valorize o diálogo e que leve a uma paz capaz de fortalecer o ser. É preciso promover a denegação do discurso da guerra, substituindo-o pela discussão da paz, pela educação que fortaleça o cidadão, combatendo o autoritarismo e o sistema burocrático que impedem a construção da democracia", afirmou Eduardo Portela.

Fonte: UnB
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