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Madrigal faz bela apresentação em comemoração aos seus dez anos

      
Da primeira à última fila da Capela do Seminário Teológico Batista, não houve uma pessoa que não tivesse sido conduzida pela viagem ao mundo da ópera que o Madrigal da UNICAP promoveu na noite da última sexta-feira (24), com a apresentação de um recital comemorando os dez anos de existência do grupo. Um viaggio per il mondo dell'Opera foi regido por Lindbergh Pires, fundador do Madrigal, tendo o pianista Alisson Queiroz como co-repetidor.

A noite começou com uma composição de Emilio de Cavaliere, um italiano, que por amadorismo se dedicava o teatro e à música. Entre as apresentações de coros, árias (individuais), duettos e um terzettos, os cantores do Madrigal viajaram por vários estilos e compositores: Claudio Monteverdi, considerado o pai da orquestração moderna; Georg Friedrich Hõendel, cujas óperas representavam um dos pontos altos da música na primeira metade do século XVIII.

Após o intervalo, o público pôde apreciar mais um pouco das histórias cantadas de forma entusiasmante. Depois de Christoph Willibald Gluck, foi a vez da Flauta Mágica, uma das obras primas de Wolfgang Amadeus Mozart. Em seguida, os cantores interpretaram obras de Giuseppe Verdi e Charles Gounod. A noite terminou com a música do francês Georg Bizet, que era considerada, por Nietzsche, "a encarnação de uma arte mediterrânea", de escrita sábia, límpida e colorida.

A apresentação foi bem prestigiada. "É impressionante como a interpretação deles nos conduz pra dentro da história da ópera", destacou a administradora de empresas Lúcia Albuquerque. "O evento foi de alto nível. O Madrigal faz um trabalho sério", afirmou Isrãl Veras, cantor do coral da Prefeitura do Recife e músico há dez anos. "A iniciativa da Universidade Católica de ter um grupo como esse é muito boa porque no Estado é difícil ter um coro que as empresas ou as universidades mantenham", completou.

Veras esteve representando o prefeito do Recife, João Paulo, juntamente com Evenilde Veras, orientadora vocal do coro da Prefeitura e professora de canto há mais de 20 anos. "O Madrigal é importante porque abre espaço para o canto lírico. Pernambuco tem um acervo grande de vozes extraordinárias que precisam de oportunidade", disse Evenilde, que foi orientadora do Madrigal quando o grupo ainda estava iniciando.

Segundo o Reitor da UNICAP, Padre Theodoro Peters, o Madrigal já atingiu sua maturidade, possui assinatura própria e tem contribuído para formar talentos. "O trabalho de Lindebergh é invejável. Eu não entendo como ele consegue garimpar tantos talentos. Ele faz um trabalho muito bonito, que só consegue quem é um artista e um líder humano", disse. "O repertório de hoje mostrou a capacidade dos cantores pernambucanos, nordestinos, de cantar em tons diferentes, em línguas diferentes. Eu fico impressionado com isso", completou.

O Madrigal é formado por oito sopranos, oito contraltos, oito tenores e oito baixos. "Essa foi uma das nossas melhores apresentações, por estarmos com um repertório mais completo de ópera e mais amadurecido", afirmou a contralto Juliana Rangel, estudante do 7° período de Economia e integrante do grupo há cinco anos. "É uma satisfação estar participando da história do Madrigal e da UNICAP. É uma honra fazer parte de uma equipe tão seleta, que valoriza a música como ela é", pontuou a também contralto Euzany Lima. "Eu entrei há seis meses no grupo pela seriedade e pelo compromisso de Lindbergh e de todos os integrantes com a comunidade musical", finalizou.

Fonte: UNICAP
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