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EESC testa com sucesso injeção de álcool em motores a diesel

      
Uma pesquisa realizada na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP testou com sucesso a injeção de álcool hidratado em motores diesel. Os testes, realizados em janeiro deste ano, mostraram que não houve alteração no rendimento do motor. A medida pode ainda representar maior economia e menores índices de material particulado na atmosfera.

O engenheiro mecânico Gilberto Hirotsugu Azevedo Koike instalou um bico injetor retirado do motor de um Volkswagen Gol 1.000, de 16 válvulas, na mangueira de admissão de um trator a diesel MWM de três cilindros. "Trata-se de uma experiência relativamente simples", conta o pesquisador.

Os testes resultam de sua dissertação de mestrado Análise, desenvolvimento e ensaio de um dispositivo experimental para fornecer álcool etílico hidratado como segundo combustível para motores do ciclo diesel, apresentada em setembro deste ano no Departamento de Engenharia Mecânica da EESC, sob orientação do professor Antonio Carlos Canale.

Segundo Koike, já existem protótipos em outros países. No Brasil alguns caminhões, principalmente os utilizados no setor canavieiro, usam o diesel misturado ao álcool anidro. "Em nossas experiências não realizamos a mistura dos combustíveis, mas apenas a injeção do álcool hidratado", explica. De acordo com o engenheiro, o álcool utilizado na injeção possui de 6,2% a 7,4% de água em sua composição, o que o torna mais barato. "O álcool anidro, por sua vez, possui no máximo 0,7% de água em sua composição", diz

Koike submeteu o sistema de injeção do trator a regulagens para diminuição do volume de injeção de diesel e a conseqüente substituição pelo álcool hidratado. "Conseguimos isso por meio de alterações no parafuso de regulagem da bomba injetora", descreve. Assim, os testes foram realizados em três etapas: com 3%, 7% e 10% de álcool injetado em relação ao diesel. "Em todas as fases da mistura aumentou-se a quantidade de álcool até que o motor atingisse o torque original", explica Koike, lembrando que "o rendimento manteve-se constante numa única velocidade de rotação do motor."

Sistema inteligente
Koike informa que o próximo passo é desenvolver um sistema inteligente de injeção que possa operar em cargas diversas. "Deveremos aperfeiçoar o sistema e automatizá-lo. Em nosso teste, a carga do motor diesel não foi alterada", conta o engenheiro.

Outra vantagem destacada por Koike é com relação ao preço do álcool combustível em relação ao diesel. Enquanto o primeiro custa hoje por volta de R$ 0,80 o segundo por volta de R$ 1,30. A relação passa a ser vantajosa economicamente quando o custo do álcool fique em torno de 60% do preço do óleo diesel.

Para que a tecnologia seja implantada em escala industrial basta que haja o interesse comercial. "Estamos desenvolvendo um controlador cujo custo final com o sistema de injeção deverá ficar em torno de R$1.500,00. Aumentando-se a escala, acredito que o custo caia cerca de 20%", calcula Koike.

Fonte: USP
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