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Unisinos realiza seminário sobre saúde pública, enfocando o tratamento de doenças.

      
Como a escabiose (ácaro), tungíase (bicho-do-pé) e pediculose (piolho) Experiências para cultivar a prevenção e quebrar tabu social Com público de 500 inscritos, seminário relata projetos e programas no tratamento de piolho, sarna e bicho-do-pé

Piolho, sarna e bicho-do-pé não são doenças notificáveis, o que dificulta a descobrir sua alta incidência na realidade. Buscando desmistificar o tema e elaborar projetos de prevenção, a Unisinos realiza o I Seminário do Mercosul sobre Pediculose, Escabiose e Tungíase: uma abordagem interdisciplinar dos seus problemas e cuidados, que acontece até sexta (3/9), com a participação dos principais pesquisadores do Rio Grande do Sul, do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz e da Argentina. O encontro conta com o público de 500 inscritos e está sendo realizado no Anfiteatro Padre Werner, com mesas-redondas das 8h30 até 18h.

Na sexta (3/9), às 10h, uma das atrações é o pesquisador do departamento de Biologia do Instituto Oswaldo Cruz, Júlio Vianna Barbosa, especialista que contará o sucesso do serviço "Disque-piolho", no Rio de Janeiro, que tem servido para atender a população, esclarecer dúvidas e educar no combate da pediculose. Falará ao lado da argentina Maria Inês Picollo, do Centro de Investigaciones de Plagas e Insecticidas de Buenos Aires. Na tarde, às 16h, um dos depoimentos mais aguardados é o da pesquisadora Maria Cecília de Souza Minayo, do Centro Latino-americano de Estudos de Saúde e Violência Jorge Careli.

O evento tem por objetivo discutir a relevância social de programas da saúde pública e detectar as carências decorrentes do aumento da população e do crescente aparecimento de zoonoses. O seminário cria uma base de atendimento para gestores e profissionais das secretarias de Educação e Saúde no desenvolvimento de projetos para combater a pediculose, a escabiose e tungíase.

Segundo um dos coordenadores do seminário, Gelson Luiz Fiorentin, a trinca de doenças ganha terreno pelo tabu social, que prejudica o tratamento. "Tem crianças que acabam perdendo dedos por bicho-do-pé. Parece irrealidade, mas ocorre ainda com alta incidência".

O biólogo e professor da Unisinos caracteriza a desinformação como a principal vilã. "Não se sabe, por exemplo, que o piolho não voa. Esse debate pretende trocar experiências, levar informações para a comunidade e quebrar esse pacto silencioso, em que as pessoas sentem vergonha de dizer que tem piolho ou sarna. Qualquer um pode ser infestado", avalia. Um dos diagnósticos apresentados é uma pesquisa feita em São Leopoldo (RS). Equipe de especialistas da Unisinos detectou 20% de infestação de
piolhos em crianças da rede municipal, da 1ª a 5ª série. "É um índice elevado, ultrapassando e muito a porcentagem de médio a alto de 7%", avalia Fiorentin. O levantamento, em parceria com a Fiocruz e a Prefeitura Municipal de São Leopoldo, tem servido para se criar um processo pedagógico de prevenção nas escolas leopoldenses, com palestras a professores, pais e alunos. Outra das experiências relatadas no simpósio é a do tratamento do bicho-do-pé, conhecido cientificamente como tungíase, pulgas encontradas no solo, que atinge com freqüência moradores da Ilha do Pavão, em Porto Alegre.
Informações: Linha Direta Unisinos (51) 591-1122

Fonte: Unisinos
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