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I Seminário Internacional de Estudos Regionais Sul-americanos discute hidrovia Paraguai-Paraná

      
´´Essa decisão é normal. Veio em resposta à liminar impetrada em 2000 e não terá nenhuma repercussão em Brasília. Ninguém vai mexer no rio. O entendimento no Ministério do Meio Ambiente é de que não há necessidade de elaboração do relatório de impacto no meio ambiente, pois não haverá nenhuma obra. A navegação na hidrovia já existe. Anualmente são transportadas mais de 300 mil toneladas, principalmente de soja´´.

Assim o professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Alfredo da Mota Menezes, comentou a decisão do juiz federal Julier Sebastião da Silva de determinar a nulidade de todas as licenças ambientais concedidas para a viabilização da hidrovia Paraguai-Paraná. Essas afirmações foram feitas hoje (9) de manhã, minutos antes de Alfredo Menezes proferir a palestra "Hidrovia Paraguai/Paraná: prós e contras´´, no auditório do Centro Cultural da UFMT, no I Seminário Internacional de Estudos Regionais Sul-americanos: Sistema chaco-pantanal ? Transformações socioeconômicas, espaço, cultura e novas territorialidades.

´´Esse é um tema polêmico´´, admitiu Alfredo Menezes ao chamar a atenção para a proibição das dragagens determinadas pelo juiz federal. Segundo ele, a navegação morre sem as dragagens. Posicionando-se favorável à hidrovia Paraguai-Paraná, observou que a ´´gritaria´´ dos contras começou a partir dos estudos feitos pela Assessoria Internave e a ´´proposta insana´´ de cortar dos meandros do rio para facilitar o transporte e aprofundar o leito, agravada com o pedido de construção do Porto de Morrinhos, na região de Cáceres.

Alfredo Menezes fez um retrospectivo histórico da importância econômica e cultural da hidrovia para Mato Grosso. Segundo ele, 40% da renda do Estado vinham da comercialização feita através da hidrovia. Era mais fácil chegar a Bueno Aires (Argentina) do que ao Rio de Janeiro (antiga Capital brasileira). Defensor da hidrovia, disse ser possível compatibilizar desenvolvimento econômico e a defesa o meio ambiente. ´´Ninguém é louco de querer destruir esse grande ecossistema que é o pantanal´´, afirmou. Falou das novas tecnologias empregadas hoje na navegação e no corredor comercial que poderia ser consolidado.

O professor do Departamento de História da UFMT, Pio Pena, abriu o ciclo de palestra hoje de manhã com o tema ´´Aspectos históricos das relações internacionais entre Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina´´. O professor fez um passeio pelo tempo, observando que a ´´identidade sul-americana está mais no imaginário do que no concreto´´. Têm mais distanciamentos que aproximação. Ele reconheceu que nos países do Cone Sul essa identidade vem sendo construída.

A professora da Universidade de Brasília (UnB), Albene Martins de Menezes, proferiu palestra sobre o tema ´´Será possível o Sul? Desafios e perspectivas do processo de integração e cooperação e alguns aspectos propositivos para a região central do continente´´. Fez uma série de questionamentos e de problemas da suposta integração sul-americana. De forma objetiva abordou questões políticas, econômicas e sociais, interesses externos, a visão política e histórica acomodada, dentre outros assuntos.

Fonte: UFMT
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