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Mais livros, mais dignidade

      
Muitos dos jovens internos do Caje (Centro de Atendimento Juvenil Especializado) já sabem o que a leitura pode proporcionar. Os livros ajudam a conhecer novos mundos e distrair o tempo que passa devagar para os 295 jovens que permanecem em período de recuperação. Mas a pequena biblioteca da Escola do Caje possui poucos títulos e alguns muito antigos e que não atendem mais as expectativas dos alunos. O convênio entre a Secretaria de Educação e a Secretaria de Ação Social, mantedora da escola não inclui a manutenção da biblioteca, que sobrevive de doações. As visitas dos alunos à biblioteca são muito rápidas e por causa do esquema de segurança interna, os jovens só podem visitá-la em duplas e durante os horários de aula. São poucos os livros e alguns muito disputados, por isso o tempo que cada um pode apreciar as obras também é pequeno. Para manter aceso o gosto pela leitura, uma iniciativa promete ampliar o acervo da biblioteca e tornar a ida ao local mais agradável. No início era apenas uma disciplina da faculdade. Mas foi vendo de perto a importância da leitura na vida dos jovens internos do Caje, que fizeram com que as alunas de Relações Internacionais, Fernanda Fagundes e Paula Ellinguer levassem o projeto adiante. Há um mês elas iniciaram a campanha para arrecadar livros para a instituição e segundo Paula "a campanha está dando mais certo do que esperávamos". Mais de 450 livros, além de revistas, quadrinhos e enciclopédias já foram arrecadados. Elas estão usando alguns Centro Acadêmicos da UnB como pontos de entrega dos livros. As doações podem ser entregues nos CAs de Relações Internacionais, Ciências Políticas, Ciências Contábeis, Geologia, Ciências Sociais, Física e Biologia. Para Fernanda, esse projeto traz a possibilidade de mostrar uma nova visão de mundo aos internos. "Falta perspectiva para esses jovens. A criminalidade é a única realidade que eles vêm. E queremos mostrar que pode ser diferente", diz Fernanda. Ela conta que o objetivo é melhorar o acervo, "principalmente com livros de literatura, de poesia e revistinhas em quadrinhos, os que eles mais gostam". Para Daniela Gomes, vice-diretora da Escola do Caje, o mais importante desse projeto de iniciativa das alunas da UnB, é fazer desses jovens cidadãos críticos e resgatar seus valores. A vice-diretora confirma a carência de livros que sempre estão emprestados. "Os livros não param na biblioteca. Não temos como atender a demanda dos alunos", diz Daniela. Ela conta ainda que "os jovens que não têm televisão no quarto são os que mais lêem e estão ansiosos pela chegada dos novos livros". O projeto vai além de apenas arrecadar e entregar os livros aos alunos do Caje. Os planos são convidar universitários voluntários para participem da entrega dos livros. Para essa visita ocorrer ainda será preciso autorização da direção do Caje e Fernanda e Paula já imaginam como será. "Esperamos acompanhar de perto os jovens, com atividades de incentivo à leitura, recital de poesias e dinâmicas", diz Fernanda. Esse contato será uma experiência muito importante, tanto para os jovens internos, como para os voluntários. "Será um momento de troca de conhecimentos. Um aprendizado muito grande", diz Paula. Até o final da semana alguns centros acadêmicos da UnB ainda estarão recebendo livros. A meta é receber 500 volumes. Quem deseja fazer as doações e não podem levar os livros até a UnB, Paula e Fernanda podem buscar em casa. "Basta nos ligarem", avisam.
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