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Pesquisadores reunidos pela afirmação do negro

      
SORAYA BELUSI

Quando o mês de setembro chegar, a cidade de Salvador será sede do IV Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros, evento realizado pela Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), em ação desde o ano 2000.

Instituição formada por professores e pesquisadores de universidades do país, com trabalho reconhecido sobre as populações negras e suas diásporas, a ABPN tem como uma de suas principais ações a articulação do congresso de alcance nacional.

"O perfil dos associados é formado por pesquisadores em atividade ou aposentados, que realizam ou realizaram pesquisas científicas sobre assuntos ligados diretamente aos objetivos dessa associação. A ABPN vislumbra congregar todos os que pesquisam temas sobre populações negras no Brasil e a diáspora. Isso deixa claro que a associação surgiu de uma necessidade dos pesquisadores de um modo geral e como reflexo da ação dos movimentos negros. Na verdade, a ABPN é resultado dessa trajetória histórica. E, agora, a juventude também vem se associando", afirma Ivanilde Mattos, mais conhecida no meio acadêmico como Ivy, integrante da associação e uma das coordenadoras do evento.

Segundo a pesquisadora, a ABPN representa uma instituição que possa deliberar ações representativas dos pesquisadores negros no Brasil. Entre seus integrantes, estão nomes importantes da academia brasileira como Kabenguele Munanga (USP) e Muniz Sodré (UFRJ/FBN).

"Ainda estamos em fase de consolidação, mas já nos posicionamos em várias questões, somos reconhecidos no meio acadêmico e nossa diretoria (presidida pela Nilma Lino Melo, da UFMG) tem tido certo peso em defender causas de interesse das comunidades afro-descendentes. Inclusive, com representantes em órgãos como o Conselho Federal de Educação", explica.

Além da idealização e realização do congresso nacional, a ABPN se dedica a outras ações.

"Um dos nossos objetivos é promover reuniões, cursos e atividades que promovam o debate e a reflexão. A construção de um trabalho voltado para a temática negra é uma oportunidade da ABPN ampliar a publicação de artigos, fazer associações com pesquisadores de outros países, zelar pela manutenção da pesquisa e propôr medidas para uma política de ciência e tecnologia", enumera.

"Nosso intuito é mostrar o negro como intelectual, capaz de transformar a sociedade. Os pesquisadores têm encontrado na ABPN um eixo comum para se reunir em torno desse debate, que hoje vive um momento ímpar de se incluir nas esferas sociais", avalia a pesquisadora.
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