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Conservatório UFMG recebe Evgeny Rivkin

      
O pianista russo Evgeny Rivkin reconhece: é grande a responsabilidade de quem nasce num dos berços da música erudita, país destacado pelos virtuoses. Mas o fato não provoca nele qualquer desconforto. Ao contrário, é um fator favorável, que sempre contribui na sua trajetória. "Não sinto como um peso sobre meus ombros. Ao invés de me deprimir, me ajuda", afirma o músico, que acaba de chegar na cidade para participar hoje da série Concerto às 19:15, no Conservatório UFMG.

Professor de piano na Universidade da Georgia desde 1995 e artista que acumula apresentações como solista e camerista na Itália, França, Hungria, Alemanha, Rússia, Lituânia, Iugoslávia, Canadá, México e Brasil, entre outros países, ele mostra em Belo Horizonte, em único recital solo, programa com obras de Rachmaninoff e Debussy, dois compositores contrastantes em seus estilos, mas igualmente notáveis. "Gosto muito de todas as peças que vou apresentar, são muito bonitas e têm muito pouco em comum entre elas. ? como tocar dois instrumentos diferentes, um após o outro", observa sobre o repertório.

Para a primeira parte, ele escolheu Cinco peças-fantasia op. 3, de Rachmaninoff (1873-1943), um dos mais brilhantes representantes do romantismo russo. As peças escolhidas por Rivkin são da juventude do compositor, escritas quando o artista tinha cerca de 18 anos. Na descrição do pianista, são obras emocionais, dramáticas, abertas e sinceras. "Ele foi um muito brilhante e todas as suas músicas revelam isso", comenta.

Depois do intervalo, Rivkin interpreta as peças "teatrais", de Debussy. "Os nomes dos prelúdios são comentários sobre as músicas, que permitem ao ouvinte imaginar situações. Ele estimula a imaginação e suas obras são complexas não por exigirem virtuosismo, mas por explorarem diferentes camadas sonoras e acabar requerendo um toque pianístico específico", explica o concertista.

Para Evgeny Rivkin, as atividades como professor e instrumentista são complementares e fáceis de conciliar. Ele mantém os dedos em forma com pelo menos três horas diárias de estudos, dependendo do volume de trabalho e do grau de dificuldade do repertório. Como lição fundamental, ele ensina aos futuros virtuoses que o mais importante é ter o próprio ponto vista sobre as peças que vão interpretar.

EVGENY RIVKIN

Conservatório UFMG, Av. Afonso Pena, 1.534, Centro, (31) 3218-9300. Hoje, 19h15. Recital de piano na série Concerto às 19:15. R$ 5.
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