text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

PUC-Rio: Livro reúne coletânea de ensaios de Paul Ludwig Landsberg

      

"Ensaio sobre a experiência da morte e outros ensaios" reúne o principal da obra de Paul Ludwig Landsberg. O livro traz o núcleo do pensamento do filósofo, ainda desconhecido no Brasil. A coletânea, inédita em língua portuguesa, é a reunião dos mais importantes textos do autor, escritos ao longo de sua trajetória. Além da obra mais conhecida "Ensaio sobre a experiência da morte", o volume traz ensaios como "Lições e estudos sobre Nietzsche e Scheler", "Reflexões sobre Unamuno" e "Liberdade e graça em Santo Agostinho".

Paul Ludwig Landsberg viveu apenas 42 anos. Nasceu em Bonn, Alemanha, em 1901. Filho de judeus, foi batizado na Igreja Luterana e mais tarde converteu-se ao catolicismo. Viu duas guerras mundiais. Estudou com Edmund Husserl e Max Scheler, de quem recebeu a maior influência. Foi nomeado professor de filosofia na universidade de sua cidade natal em 1928. Amigo de Max Horkheimer, colaborou regularmente com a Revista de Pesquisas Sociais da Escola de Frankfurt. Deixou a Alemanha em março de 1933, quatro dias antes de Hitler chegar ao poder. Encantou-se com a Espanha, onde trabalhou nas universidades de Barcelona e de Santander. Mas o início da Guerra Civil, em 1936, o levou a outro exílio. Em Paris conheceu Emmanuel Mounier e se juntou ao movimento Esprit. Convidado por Léon Brunschvigc, deu na Sorbonne cursos de filosofia existencialista.

Depois da ocupação da França por tropas alemãs, em 1940, Landsberg recusou os convites para seguir a um novo exílio nos Estados Unidos. Em vez disso, engajou-se na Resistência. Viveu na clandestinidade, com nomes falsos, até ser preso pela Gestapo em 1943. Deportado para o campo de concentração de Oranienburg, ali morreu em 2 de abril de 1944. Sobre a vida clandestina de Landsberg temos o testemunho de Jean Lacroix, que o escondeu em Lyon: "Abordamos frequentemente o problema da morte voluntária. Ele me revelou que levava consigo uma dose de veneno que usaria se fosse localizado pela Gestapo. [...] Creio que modificou essa intenção no verão de 1942, quando me escreveu: 'Encontrei Cristo. Ele se revelou a mim.' O que é certo é que se desfez do veneno. Quando foi preso, aceitou plenamente que não dispunha de sua vida. O problema moral do suicídio deve ter sido escrito em meados de 1942. Landsberg me enviou o texto um pouco depois, no início do outono. Eu o escondi e o publiquei na revista Esprit depois da guerra, em dezembro de 1946, junto com Ensaio sobre a experiência da morte, que ele já havia terminado. Creio que podemos considerá-los o seu testamento espiritual e intelectual."

Landsberg estudou profundamente vida e obra de santos cristãos, especialmente Santo Agostinho. Dedicou-se aos grandes místicos e a Pascal. Na Espanha, admirou Unamuno e começou a preparar um livro sobre Nietzsche e Scheler, que não pôde concluir. Publicou centenas de artigos e conferências, muitos ainda dispersos. Na França ocupada escreveu uma obra sobre o Renascimento que considerava especialmente importante. Sabe-se que fez três cópias do manuscrito e as escondeu, mas elas nunca foram encontradas.

Título: Ensaio sobre a experiência da morte e outros ensaios
Autor: Paul Ludwig Landsberg
Formato: 14 x 21 cm
Número de páginas: 220
Coeditor: Contraponto
Coleção: Teologia e Ciências Humanas n.81

Fonte: Assessoria de Comunicação da PUC-Rio

  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.