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O que é poesia?

      
Crédito: Shutterstock.com
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Os poetas são artistas, portanto, quando pensamos que já sabemos do que arte se trata, eles se esforçam para mostrar-nos que não sabemos nada e nos colocam uma cadeira em uma exibição artística. Quando nós, os leitores, pensamos que os poemas rimam, não rimam. Quando acreditamos que escrevem em verso, nos vêm com caligramas. Quando assumimos que todos os poemas abordam sentimentos, escrevem sobre whisky ou vasos chineses. Apesar de todas essas variantes, há um denominador comum entre todas as poesias. Mas então, o que é poesia?

 

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Há páginas e mais páginas de livros inteiros só para dar uma definição do que é uma poesia. Aí está a dificuldade de definir o que é esse tipo de arte, ainda mais em poucas linhas. A poesia existe desde muito tempo. O primeiro poema que conhecemos é o Poema de Gilgamesh, escrito em cuneiforme em tábuas de argila datadas do século 13 a. C. Embora seja algo tão antigo, com que já convivemos há tempo, é difícil explicar no que consiste este gênero.

 

Uma coisa, porém, é certa: a poesia é uma obra de arte da linguagem. Desta definição, no entanto, surge outro problema: do que se trata a arte? Segundo Marcel Duchamp, até um mictório pode ser arte. O significado da poesia, assim como o da arte, também é subjetivo. Além disso, ele é resultado de uma mentalidade que varia com o tempo. Por exemplo, o significado de poesia mudou do século 15 para o 19.

 

Os vanguardistas estão sempre tentando estender e ultrapassar os limites de uma poesia e, normalmente, conseguem. Por isso, existem o poema-piada, o poema-práxis, entre outros. Um poema pode respeitar leis de métrica e rima, ou pode ser em versos brancos. Pode ser grande ou pequeno, pode contar uma história ou ser completamente ilógico e incompreensível, pode apresentar ritmo musical ou ser totalmente discordante. Pode até conter neologismos (palavras inventadas) ou palavrões.

 

Com toda essa variedade, é difícil encontrar um denominador comum. Uma característica que todos compartilham é a forma como utilizam a linguagem. Eles se apropriam do código para expressar algo e ele se torna aliado do poeta, nada está no poema por acaso. A presença ou ausência de estruturas e palavras é intencional e cheia de significado. Segundo escritor Stephen Dobyns, em seu livro Next Word, Better Word: The Craft of Writing Poetry: "nos melhores poemas, a forma carrega tanta informação quando o conteúdo. De fato, quando um poeta usa a linguagem somente como meio de expressão a serviço do conteúdo - como um jornalista - as possibilidades do poema diminuem e os recursos principais da poesia são descartados".

 

 


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