text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Projeto de Extensão da UnB pretende ampliar apoio aos portadores do HIV

      
Os portadores do vírus HIV sofrem não apenas com as debilidades físicas próprias da doença como também com problemas psicossociais. Essa realidade dos pacientes foi debatida no seminário Pessoas vivendo com HIV/Aids: Construindo Qualidade de Vida e Direitos da Cidadania, no dia 14 de agosto, no Anfiteatro 9.

Na mesa estavam a médica Celeste Aída Silveira, a psicóloga Eliane Maria Seidl e o assistente social Mário Angelo Silva, todos professores da Universidade de Brasília (UnB). Reforçando o caráter de extensão, também participou Ana Paula Silveira representando a Rede Nacional de Pessoas vivendo com HIV/Aids e o grupo Arco -Íris.

Celeste fez um histórico da doença explicando que os primeiros infectados tinham grau sócio-econômico alto e contraíram o vírus em viagens internacionais. Mas agora, aponta ela, o HIV está entrando na periferia com o risco de disseminar-se com maior rapidez. "Quem tem de prevenir-se é quem está sadio. Cada um é responsável por si mesmo. O vírus de um é diferente do outro e cada organismo reage de uma forma", ressalta.

Integração - Para dar auxílio mais completo aos pacientes infectados foi criado o projeto Com-vivência, por iniciativa de professores do Departamento de Serviço Social e Instituto de Psicologia da UnB. O projeto oferece às pessoas portadoras do HIV/AIDS e familiares atendimento psicológico e social no ambulatório e na enfermaria. Funciona desde 1996 no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e atua de modo integrado à equipe médica do hospital.

É um projeto de extensão universitária que integra atividades de prestação de serviços à comunidade do Distrito Federal, pesquisa e ensino. Como espaço acadêmico, o projeto pretende propiciar a professores e alunos a oportunidade de fazer estudos e pesquisas, articulando áreas distintas de conhecimentos e práticas.

Eliana Seidi, uma das coordenadoras do projeto, falou sobre o trabalho no cotidiano do hospital. "Em tempos de terapia antiretroviral, a aids continua uma doença sem cura, mas com tratamento. É uma doença crônica, mas os pacientes que seguem a medicação têm vida longa", esclarece.

O trabalho dos psicólogos é fundamental já que a enfermidade é extremamente estigmatizada. "Os pacientes têm dificuldade em comunicar-se. Não sabem para quem, quando e como contar com medo da rejeição. Existe também o receio de revelar aspectos da sua subjetividade que podem ser vistos como moralmente errados. E, principalmente, a dificuldade na reconstrução da vida amorosa e sexual. Procuramos trazer apoio, amor e solidariedade no lugar do estigma, rejeição e discriminação", completa.

A vida real - Mário Angelo Silva ressaltou que o Brasil tem se destacado no cenário mundial, pois distribui gratuitamente e de forma universal o coquetel de remédios necessários. "O Brasil enfrentou a Organização Mundial de Saúde e os grandes laboratórios na luta pela quebra de patentes, o que facilita o acesso dos países pobres aos remédios".

O depoimento mais emocionante do seminário foi o de Ana Paula. Soropositiva, ela tocou a platéia com sua clareza e determinação. "Na década de 80 não existia nenhuma política governamental. Hoje a situação melhorou muito, mas ainda temos muito o que fazer. Precisamos de pesquisas para que sejam desenvolvidos medicamentos que provoquem menos efeitos colaterais. Precisamos também de uma vida social saudável. As pessoas infectadas devem se conhecer para trocar experiências e se fortalecerem para enfrentar o mundo discriminatório lá fora", afirma.

Fonte: UnB
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.