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Estudantes de medicina participam da campanha nacional antigrogas coordenada pelo CIEE

      
Estudantes de Medicina contratados como estagiários estão participando da Campanha Nacional Antidrogas, coordenada pelo Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE e realizada em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (Senad) e com a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (ABEAD).

São 19 estagiários, contratados pelo CIEE através do Programa de Estágio de Integração Empresa/Escola Médica, um projeto piloto desenvolvido pela organização com o objetivo de oferecer oportunidades de estágio que não envolvam o trato direto com pacientes. Esses 19 primeiros estagiários atuarão na prevenção ao uso de drogas junto a alunos, funcionários e professores de universidades, públicos-alvo da Campanha Nacional Antidrogas. Os estudantes contratados cursam Medicina na UNISA, Unifesp, USP e Santa Casa e foram indicados pelas respectivas escolas.

Segundo a vice-presidente do Conselho de Administração do CIEE, Yvonne Capuano, esse programa de estágio, inédito no País, possibilitará que os estudantes desenvolvam atividades nas áreas de saúde em expansão, como informática médica, administração hospitalar e campanhas de prevenção. "Estamos colocando jovens para falar com jovens, pois eles sabem qual o melhor caminho para chegar até seus semelhantes. Sendo assim, eles serão multiplicadores da nossa campanha de prevenção às drogas, que paulatinamente deverá ultrapassar o âmbito das universidades e chegar às empresas".

O projeto conta com apoio do conselho consultivo do CIEE, do Conselho Regional de Medicina (CRM), da Associação Paulista de Medicina (APM) e de escolas médicas. "Além desses 19 estudantes que já começam a atuar, temos mais 374 estudantes de Medicina cadastrados para estágios do CIEE, à espera de uma oportunidade de exercitar, na prática, a teoria que aprendem na escola", diz Yvonne Capuano.

RESPONSABILIDADE SOCIAL
A professora e psiquiatra Ana Cecília Roselli Marques, presidente da ABEAD, afirma que a prevenção ao uso de drogas é uma estratégia bastante complexa, que depende de parcerias e do engajamento de pessoas. "A metodologia é uma responsabilidade social", explica. "A universidade deve fazer parcerias com a comunidade e, a partir daí, criar projetos de prevenção". A parceria com o CIEE e as escolas de Medicina, segundo a presidente da ABEAD, além de "totalmente original", é um exemplo de atuação conjunta com responsabilidade social.

"O universitário vive um importante momento de rito de passagem e, diante da ambivalência e da responsabilidade inerentes a esse processo, pode ver-se motivado a abusar do álcool, por exemplo". Segundo Ana Cecília, além da busca do prazer, os jovens usam drogas com uma expectativa de benefícios do efeito, por pressão do grupo ou, mais grave, por hábito e dependência.

Depois de terem passado por um treinamento sobre técnicas de prevenção feito por especialistas do CIEE e da área médica, os estudantes vão utilizar três estratégias para promover uma maior aproximação com os jovens: uma encenação interativa; a apresentação de casos coletados em ambulatórios e hospitais; e a exibição de cenas de filmes sobre o uso de drogas. Está sendo desenvolvido um projeto de pesquisa científica para que os resultados possam ser avaliados a longo prazo.

O JOVEM DE 18 A 25 ANOS É MAIS SUSCETÍVEL
Uma preocupação permanente entre os especialistas é que o tabaco, o álcool e a maconha, drogas mais consumidas, abrem caminho para outras mais pesadas, como cocaína, crack e drogas sintéticas. O auge do consumo está na faixa etária dos 20 anos; pesquisas mostram que 20% dos jovens de 18 a 25 anos abusam do álcool.

Entre os usuários, 41% têm desempenho acadêmico prejudicado e 29% chegam a abandonar os estudos. Além disso, 65% desses jovens envolvem-se em algum tipo de acidente de trânsito, às vezes fatais e não raro transformam-se vítimas de doenças sexualmente transmissíveis (DST's). Entre estudantes, funcionários e professores das escolas de nível superior, o álcool e o tabaco - consideradas drogas lícitas - são os mais consumidos.

Hoje, no mundo há 2 bilhões de usuários de álcool; 1,5 bilhão de usuários de tabaco e 200 milhões de usuários de drogas ilegais. Segundo relatório de 2004 da Organização Mundial da Saúde (OMS), o maior problema é o abuso das substâncias, em padrões de consumo que atingem níveis tóxicos em situações corriqueiras, como festas, por exemplo, e acabam resultando em problemas sociais como acidentes de trânsito, violência e sexo inseguro.

Sugestão de fontes: dra. Yvonne Capuano, vice-presidente do Conselho de Administração do CIEE; dra. Ana Cecília Roselli Marques, presidente da Abead

Fonte: CIEE

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