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Tabaco - Programa da Unicamp estimula adolescente a deixar de fumar

      
Combater o cigarro é um esforço constante, segundo o médico sanistarista
da Unicamp Elson Lima, um dos coordenadores do Programa Viva Mais, da Pró-Reitoria de Desenvolvimento
Universitário (PRDU) da Universidade. "O Brasil perde muito com o custo social do fumo. E, em termos
mundiais, se toda humanidade deixasse de fumar, 30% da população geral não sofreria mais as conseqüências
do câncer", afirmou o sanitarista hoje durante a comemoração do Dia Nacional de Combate ao Fumo.

O evento, realizado no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), reuniu mais de 400 alunos
das escolas "Barão Geraldo de Rezende", "Hilton Federici", "Luís Galhardo, Centro Promocional "Tia Ileide",
Colégio Técnico de Limeira (Cotil) e Colégio Técnico de Campinas (Cotuca), mais os patrulheiros que
prestam serviços à Universidade.

Segundo Elson Lima, o Viva Mais também atua com um braço voltado à comunidade. Os adolescentes
foram convidados para participar da palestra "Cigarro: você quer continuar fumando?" por ser
justamente esta faixa etária a mais sensível ao uso do tabaco. "Como ainda estão em fase de formação,
muitos deles continuam atendendo ao apelo do merchandising. Além disso, relatórios feitos por uma
Universidade em Minesota-EUA apontaram que o público-alvo da indústria do tabaco é mesmo o
adolescente, "isso porque a dependência poderá durar pelo menos 30 a 40 anos", justifica Elson.

O sanitarista explica que o fumo provoca dependência com pouco tempo de uso. "Os usuários que
tentam abandonar o cigarro enfrentam a clássica crise de abstinência, tornando-se muito ansiosos",
descreve o médico. Inúmeras pesquisas elencam os malefícios à saúde promovidos pelo uso continuado
do tabaco. "Ele provoca envelhecimento precoce, doenças cardiovasculares, problemas respiratórios,
cânceres (a priori câncer de pulmão) e afeta a vida sexual, entre outros pontos negativos.

Presente à solenidade, o pró-reitor da PRDU, Paulo Eduardo Moreira Rodrigues da Silva, deu seu
depoimento pessoal sobre o cigarro. Informou que foi fumante por 35 anos. Era superintendente do HC
quando então iniciava uma campanha do Ministério da Saúde. Resolveu dar o exemplo deixando de fumar
dois maços e meio de cigarro por dia. "Melhorei muito minha qualidade de vida", atesta.

Na contramão de seu discurso, depoimentos pessoais de alguns alunos ainda reforçam que fumar é
atualmente um hábito mais ou menos "comum" entre seus pares. A curiosidade, por exemplo, foi
mencionada por Juliana Machado, 17 anos, aluna da Escola "Miguel Vicente Cury". Começou a fumar
aos 14. O pai, o irmão e o namorado já fumavam. Sua colega, Mariana Soares, 17 anos, teve praticamente
a mesma trajetória, também iniciando aos 14. Relata que tentou largar o vício, mas que conseguiu ficar
longe do cigarro apenas três dias. "Fumava escondido da mãe", observa. As duas alunas e outros
sete que formavam um grupo hoje na FCM tinham pelo menos um dos pais fumantes.
Apenas Anderson da Silva, 16 anos, patrulheiro no HC da Unicamp, disse que está certo que fumar
faz mal à saúde. "Os meus pais sempre me alertaram para não iniciar o vício."

Fonte: Unicamp
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