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Educador diz que intervencionismo do MEC é "ignorância histórica"

      
Cláudio de Moura Castro critica tutela do governo à expansão do ensino privado em entrevista de apresentação do temário do 6º Fórum Nacional: Ensino Particular Brasileiro realizada no SEMESP

"A idéia de que você vai ter um 'comissário do povo' dizendo onde existe demanda social revela uma enorme ignorância histórica, porque não existe nenhum método objetivo que permita dizer se existe, ou não, essa demanda." A afirmação é do educador Cláudio de Moura Castro, Diretor da Faculdade Pitágoras, de Belo Horizonte, ao criticar a atuação do MEC hoje (9), em São Paulo, durante a entrevista de apresentação do temário do 6º Fórum Nacional: Ensino Superior Particular Brasileiro, que será promovido pelo SEMESP nos dias 5 a 7 de outubro, em Brasília.

A entrevista antecipou o debate que será travado em Brasília com representantes do governo federal, da sociedade civil e do ensino superior privado, e mostrou que o 6º Fórum, que terá como tema básico "Políticas Públicas para a Educação Superior e o Setor Particular: Conflitos e Parcerias", promete gerar polêmica em relação às reformas e às restrições à expansão do ensino superior privado propostas pelo Ministério da Educação.

Tendo ao seu lado o Prof. Gabriel Mario Rodrigues, presidente da entidade promotora, que reúne as instituições de ensino superior particulares no estado de São Paulo, Moura Castro criticou o intervencionismo do MEC, e lembrou que há um grande paradoxo na tentativa de tutela do governo em relação à expansão do setor: "O governo quer que o sistema privado vá para os locais mais remotos, onde supostamente haveria uma demanda. E quer abrir universidade pública gratuita no ABC, que tem o maior IDH do Brasil. Ou seja, para os ricos, educação gratuita; para os pobres, educação paga", afirmou.

Cláudio de Moura Castro fez também duras críticas ao projeto do MEC que pretende restringir a abertura de novos cursos. "Impedir a expansão do ensino superior privado é frustrar a expectativa de pessoas que estão dispostas a se educar durante quatro anos sem ônus para o Estado. É deixar de criar empregos e mão-de-obra com desenvolvimento cognitivo mais avançado. Perde-se de todos os lados", afirmou

O Prof. Gabriel Mario Rodrigues, disse que os temas do 6º Fórum foram planejados "com o objetivo de captar de forma crítica e prospectiva as visões dos personagens que participaram do governo no passado, dos que estão hoje no poder e daqueles que trabalham nas instituições de ensino superior". Segundo o presidente do SEMESP, "o 6º Fórum poderá apontar soluções, apresentar novas polêmicas e, se for possível, transformar polêmicas em consensos", afirmou.

Entre outros nomes de grande prestígio na Educação que serão expositores no 6º Fórum, destacam-se: o ex-Ministro da Educação, Paulo Renato Souza (atualmente Diretor-Presidente da Paulo Renato Souza Consultores); Jarbas Gonçalves Passarinho (também ex-Ministro da Educação e atualmente Assessor do Presidente da Confederação Nacional da Indústria); Jorge Konder Bornhausen (Senador da República e Presidente Nacional do PFL), João Manuel Cardoso de Mello (reitor das Faculdades de Campinas), os presidentes dos Conselhos Federais de Medicina, Economia e Administração, e da OAB, além de e representantes do MEC. O programa completo do 6º Fórum Nacional: Ensino Particular Brasileiro encontra-se no site do SEMESP www.semesp.org.br

Fonte: MEC
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