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Bebês com alto risco recebem tratamento no HU

      
Visando a atender crianças que precisam ir para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após o nascimento, Luiz Antônio Tavares, neonatologista e professor da UFJF, desenvolveu o "Follow up em recém nascidos de alto risco", também conhecido como projeto Florescer. Composto pelo programa de atendimento e acompanhamento de crianças e por cursos anuais, o projeto multidisciplinar foi criado em março de 2003 e, hoje, atende aproximadamente 70 crianças.

"No projeto, estão envolvidos fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, fonoaudiólogos, psicólogos, neurologistas, ultrassonografistas, assistentes sociais, além de residentes em pediatria. Essa equipe se reveza no atendimento, a fim de garantir a saúde dos bebês prematuros, ou que tiveram alguma infecção e necessitaram do respirador", explica o professor Luiz Antônio.

Na coordenação do projeto está Aydra Bianchi. Formada pela UFJF e especializada em neonatologia e terapia intensiva pediátrica pela Santa Casa/FEMIG de Belo Horizonte, Aydra explica que o acompanhamento das crianças é feito até que completem 7 anos. "No primeiro ano de vida, oferecemos uma consulta mensal. Depois, é importante que a criança volte sempre ao Hospital Universitário (HU) para exames de rotina. Além disso, as mães têm acesso direto à pediatria, o que faz com que conheçam mais seus filhos", afirma a médica. As consultas são realizadas todas as terças-feiras, das 8h às 12h, no HU.

O projeto já vem alcançando resultados: os índices de reinternação e de falta às consultas marcadas diminuíram. Outro ponto relevante do trabalho refere-se ao fato de as conquistas de parcerias subsidiarem os exames específicos que não podem ser feitos pelo SUS. "Precisamos de muitos parceiros ainda. Hoje, temos os exames cerebrais e otorrinonaringológicos como cortesia, mas ainda sentimos falta de convênios", lembra Aydra.

Esse ano, o projeto alcançou uma nova conquista: a criação de uma enfermaria infantil com o objetivo de liberar leitos na UTI.

Além do atendimento e do acompanhamento, o programa traz para os acadêmicos um curso voltado para explicar doenças da UTI e fazer entender o desenvolvimento psicomotor no primeiro ano de vida do bebê. Com inscrições disponíveis no Centro de estudos do HU e com verba voltada para melhorias do projeto (que não tem fins lucrativos), serve como capacitação profissional e troca de experiências, já que esse trabalho envolve inúmeras especialidades.

O curso de 2004 foi divido em quatro módulos: apresentação do follow up e patologias do desenvolvimento foram os primeiros ministrados esse ano; o terceiro está sendo desenvolvido e tem como tema "Doenças que levam a retardos mentais" e o quarto módulo está previsto para novembro, sem temática definida.

O projeto, pioneiro na Zona da Mata, vem tendo a cada dia maior aceitabilidade. "É incrível poder trabalhar numa causa como essa. Uma vez, com o projeto, pudemos subsidiar a cirurgia de um bebê prematuro, nascido com 600g que teve hidrocefalia com evolução para seqüela grave. Ver que hoje o bebê está saudável, a mãe despreocupada e a família feliz é muito gratificante", conclui Aydra Bianchi.

Fonte: UFJF
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