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O drama da IESA

      
Os 77 ex-alunos dos cursos de História e Letras do Instituto de Educação e Ensino Superior de Samambaia (Iesa) aguardam, há mais de um ano, a emissão dos diplomas de conclusão dos cursos pela faculdade. O Iesa oferece quatro cursos de graduação, todos ministrados em apenas três anos. Porém, o sonho de conquistar o diploma universitário acabou tornando-se um grande pesadelo. Isso porque a faculdade não conseguiu, até o momento, ter os cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), condição indispensável para a entrega do documento.

O diretor do Iesa, Jaime de Lima Damasceno, esclarece que todos os alunos estavam cientes da possível demora na emissão do diploma ao matricular-se na faculdade. Segundo ele, os cursos de História e Letras ainda não haviam sido reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) quando as primeiras turmas foram concluídas. Com isso, o Iesa ficou impedido legalmente de emitir os diplomas. Jaime Damasceno informa também que o curso de História já obteve a autorização do MEC. "Em dezembro de 2004, o Iesa solicitou a vistoria do MEC, mas o processo de reconhecimento do curso de História só foi concluído em março deste ano", explicou.

Reconhecimento

O MEC, por meio da assessoria de imprensa, informou que a legislação autoriza que as faculdades solicitem a vistoria e avaliação do MEC após um ano de implementação do novo curso superior. O Iesa está regularmente autorizado a abrir vagas para outros cursos superiores, porém a faculdade ainda não obteve reconhecimento em nenhum dos quatro cursos oferecidos pelo Ministério, ainda de acordo com a assessoria. Todos os cursos de graduação são avaliados pelo MEC que analisa se a faculdade tem condições de continuar formando profissionais para aquela disciplina.

A demora na emissão do documento está impedindo que os 47 ex-alunos do curso de licenciatura em História, formados em dezembro de 2004, e 30 estudantes que concluíram o curso de Letras, em dezembro de 2005, atuem na área ou tomem posse em concurso público.

Situação causa transtornos

A falta do diploma tem causado um transtorno grande para os ex-alunos. Andréa Cristina Batista Machado, 33 anos, por exemplo, está impedida de assumir uma vaga de professora de História do Ensino Fundamental, numa escola em Taguatinga. Ela se mostra indignada com a situação. "Me sinto lesada. Estou desempregada porque não consigo provar que estou habilitada para lecionar História", reclamou.

Na avaliação de Reginaldo Dias de Oliveira, 34 anos, a carreira profissional dos alunos do Iesa está limitada. Segundo ele, a direção da faculdade não consegue explicar com clareza os motivos para tanta demora. "Pagamos mais de R$ 14 mil para concluir um curso superior e hoje isso não significa nada", desabafou.

Para Cássia da Silva Vieira, 24 anos, a situação é ainda mais complicada. Ela foi aprovada em dois concursos públicos para a vaga de professora e tem prazo de 30 dias para entregar o diploma. "Eles (a faculdade) não estão honrando com o compromisso. Nós fizemos nossa parte ao pagarmos todo o curso. ? muito constrangedor concluir um curso e não ter como comprovar isso", reclamou.

Jaime Damasceno reconhece que houve demora na solicitação dos registros, mas acrescenta que parte desta demora é justificada porque a emissão deles é de responsabilidade da Universidade de Brasília (UnB). "Há alguns dias solicitamos os documentos. Agora, o Iesa depende da UnB".

A situação dos alunos que cursaram Letras é ainda mais delicada. Até o momento, não há qualquer garantia ou previsão de entrega dos diplomas. "A situação dos estudantes de História já está praticamente resolvida. Acredito que amanhã (hoje) deveremos entregar os diplomas. Agora, Letras vai demorar um pouco mais", destacou o diretor.

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