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MEC: Cresce procura por curso técnico superior público

      
A oferta de cursos superiores em tecnologia cresceu 591% entre 1994 e 2004, revela o Censo da Educação Superior. Segundo a análise, a educação pública aparece como a opção preferida entre os candidatos. Em 2004, das 156.476 inscrições em centros de educação tecnológica e faculdades de tecnologia, 65,3% foram feitas em instituições públicas federais e estaduais e 94% das vagas foram ocupadas. O censo demonstra que a população tem preferência pelos centros federais de educação tecnológica (Cefets) e pelas universidades públicas.

"Esse é um recado da população. Ela prefere a educação tecnológica pública", disse Jaime Giolo, coordenador-geral de estatística da educação superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC). Em 2003, a Lei nº 10.683, de 28 de maio, revogou a Lei nº 9.649, de 27 de maio de 1998, que impedia a expansão da rede federal de educação tecnológica. "Temos agora a primeira oportunidade da expansão do ensino tecnológico da rede pública no país", disse Giolo.

Para ele, o caminho da expansão tecnológica pública só tem sentido se for para beneficiar as classes trabalhadoras. É fundamental, segundo Giolo, insistir na política de cotas e também avançar para as áreas carentes como as favelas. As universidades públicas também devem pensar na inclusão de programas de ampliação de educação tecnológica. Em 2004, elas ofertavam apenas 81 cursos.

Crescimento - De acordo com Giolo, a expansão dos cursos tecnológicos ocorre num momento de avanço da rede privada. Dados do Ministério da Educação mostram que no ano passado foram abertos, por exemplo, mais mil cursos de tecnólogos. Mostram ainda que 94,5% das vagas eram oferecidas pelo setor privado em 2004, mas apenas 41,8% foram  preenchidas. O pesquisador aponta como causa do grande número de vagas ociosas o fato de essas novas profissões nem sempre terem relação direta com a oferta de empregos. A dificuldade de custear os estudos também desestimulou os estudantes. Em sua análise, os números comprovam a saturação desse modelo expansionista.

O MEC deve implementar, no próximo ano, um sistema para avaliar os cursos tecnológicos de nível superior. Segundo o ministro Fernando Haddad, o governo está definindo os instrumentos de monitoração do desempenho desses cursos, como ocorre com os de graduação, por meio do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinãs).Outra medida do MEC no sentido de garantir a qualidade dos cursos é o Catálogo <https://portal.mec.gov.br/setec/index.php?option=content&task=view&id=575>
Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC). Por meio do catálogo, disponível desde maio na internet, o aluno pode se orientar, ter mais segurança na hora de escolher o curso e certificar-se de que terá a formação adequada.

Fonte: MEC
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