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Na falta de tempo, alternativa é recorrer ao ensino a distância

      
A rotina do executivo é incerta. Reuniões, viagens, almoços ou jantares de negócios. Ao mesmo tempo, é impossível parar de se atualizar, correndo o risco de ficar fora do mercado. Mas para aqueles que não podem freqüentar uma turma regular de pós-graduação há a opção de cursos online. "A tendência é o aumento do uso da tecnologia na educação", aponta o diretor executivo do FGV Online, programa de ensino a distância da Fundação Getulio Vargas do Rio, Carlos Longo.

A primeira turma de MBA online da FGV-Rio teve início em 2004. O MBA Executivo em Administração de Empresas é oferecido com ênfase nas áreas de Gestão, Marketing, Recursos Humanos e Meio Ambiente. Além das aulas virtuais, durante os 18 meses do curso, os alunos participam de quatro aulas presenciais, em São Paulo ou no Rio. Como no MBA a importância da rede de relacionamentos é fundamental, é sempre estimulada a integração do grupo, seja nos encontros reais, seja nas aulas virtuais.

Em São Paulo, a FGV já atua na educação a distância desde 1997, tendo formado 1.500 alunos. Reformulado no início do ano, o programa GVNext, curso de especialização em Gestão para executivos, é semipresencial e tem 502 horas de atividades. Os alunos são constantemente avaliados em chats, fóruns, estudos de caso e trabalhos. "O curso tem uma flexibilidade muito grande. Não tem justificativa para faltar a uma atividade", afirma a coordenadora do GVNet, Marta Maia.

O curso online de Gestão Empresarial do Centro Universitário Nove de Julho (Uninove) está na quarta turma. "Até tempos atrás, a educação a distância era muito marginalizada no Brasil", comenta o coordenador do setor na Uninove, Ariovaldo Folino Júnior. Para ele, além da flexibilidade de horário, outra vantagem é que há um comprometimento maior do aluno no curso online.

Segundo o Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (Abrãad) de 2006, houve no ano passado um crescimento expressivo - 48% - nos cursos de pós-graduação lato sensu e seqüenciais. Foram detectados 259 cursos dessas modalidades em 2004 e 385 em 2005. Entretanto, não há dados específicos sobre MBA.

Mesmo com o otimismo dos profissionais das instituições que ministram o MBA online quanto a esses cursos, essa categoria ainda não é credenciada pela Associação Nacional de MBA (Anamba). A entidade, que certifica com um selo de qualidade os programas presenciais existentes no País, avalia que esse mercado ainda é incipiente. Mas não há nenhum preconceito por parte da Anamba, que no futuro também poderá conceder a certificação. "Desde que a escola seja séria e possa investir nessa modalidade de ensino a distância", afirma o secretário executivo da entidade, Luca Borroni-Biancastelli.

Portanto, para não entrar numa furada virtual, o melhor é pesquisar se o curso online é credenciado pela Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação. A informação está no site https://portal.mec.gov.br/seed.
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