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Faculdade a distância deve crescer 50%

      
O ensino a distância deve crescer 50% neste ano. A previsão é do secretário federal da Educação a Distância, Ronaldo Mota. A expectativa é de que o número de alunos matriculados em cursos de graduação a distância salte de 114 mil em 2005 para 258 mil até o fim do ano. O Grande ABC detém 15% dos pólos de ensino da Região Metropolitana.

São 12 no total, diante dos 77 espalhados pelos 32 municípios.

A Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), única da região a oferecer este tipo de curso, dobrou o número de alunos no último semestre. Hoje, são 2,8 mil em oito cursos da área de humanas.

Para a professora do curso de Tecnologia de Mídias Digitais da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) Maria da Graça Moreira da Silva, a flexibilidade de horário é o fator mais atrativo. "Isso não quer dizer que não exista atividade presencial. O aluno não estuda sozinho. Há um acompanhamento", explica.

O preço, bem mais acessível, é outro fator importante. Alguns cursos a distância custam a metade dos presenciais. Manter um curso de EAD (Educação a Distância) precisa de mais estrutura, o que demanda dinheiro. A diferença é que se a turma duplica, os gastos não duplicarão", esclarece o secretário da Educação a Distância, Ronaldo Mota.

Quando o ensino a distância começou a se propagar, a principal questão de educadores e também dos interessados era que validade e qualidade ele teria. Para a professora de Letras a distância e presencial da Umesp Cátia Veneziano Pitombeira, a qualidade do ensino superior a distância pode superar a do presencial. Um dos motivos é que os alunos são cobrados por atividades feitas no decorrer do curso.

"O aprendizado não pode ser medido pela freqüência na sala, mas, sim, pelas discussões realizadas, pela evolução no aprendizado, que podem ser medidas de outra forma.

Não é o que pensa o professor e secretário de Comunicação da Apeosep (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Roberto Guido. Para ele, a utilização dos recursos tecnológicos deve ser moderada. "Quem prefere ensino a distância, quer distância do aluno. Ninguém vai me convencer do contrário", argumenta.

O professor do Instituto de Física da USP (Universidade de São Paulo) João Zanetic também é contrário ao EAD. Ele acredita que a "moda" deste método é resultado do sucateamento no ensino. "No EAD falta o debate, o diálogo, o lado humano e gestual, que são muito importantes no aprendizado. Por isso a aula presencial é insubstituível."

"O ensino presencial nunca vai perder lugar. E também é importante lembrar que essa é mais uma possibilidade de aprender", argumenta a professora da PUC Maria da Graça Moreira da Silva.

Muitas vezes, o preconceito começa no aluno, que ao se matricular no EAD tem visão equivocada. "Achava que não precisaria estudar. Poxa, estudo mais do que se fosse todo dia para a faculdade. São muitos trabalhos e muita cobrança", conta o estudante de Logística da Umesp, Mauro César de Jesus, 34 anos.
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