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Tecnologia tridimensional é usada na Unicamp em avaliação de atletas de alto nível

      

 

A tecnologia 3D (tridimensional) serve não apenas para tornar a exibição de um filme mais emocionante. Ela também tem tornado mais fidedignos os resultados de avaliação de desempenho de muitos atletas brasileiros, acompanhados por pesquisadores da área de biomecânica. Os campeões olímpicos de salto em distância Maurren Maggi e Irving Saladino, treinados pelo brasileiro Nélio Moura, mestre pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), estão entre os atletas de alto nível que tiveram seus movimentos detalhadamente capturados e analisados por meio de variáveis cinemáticas pela pesquisadora da FEF (Faculdade de Educação Física) da universidade, Jerusa Petrovna Resende Lara, e pelo grupo do LIB (Laboratório de Instrumentação para Biomecânica). A dissertação de Jerusa teve como objetivo analisar tridimensionalmente as variáveis cinemáticas do salto em distância de atletas de alto nível em ambiente competitivo. Dentre as análises, foi testada a variabilidade em variáveis cinemáticas tridimensionais nos saltos em distância destes atletas. A pesquisadora analisou cinco saltos de cada atleta durante cinco edições do Grande Prêmio de Atletismo, realizadas no Brasil no ano de 2008.

 

Os resultados obtidos por meio de software mostram que os atletas devem buscar controlar as variáveis de saída da tábua, buscando reduzir sua variabilidade e atingir seus valores ótimos, indicados em tabelas apresentadas ao técnico e na dissertação pela pesquisadora. Ela explica que na velocidade vertical de saída da tábua, para ambos os atletas, a variabilidade foi sendo até dez vezes maior que a variabilidade da distância saltada. O ângulo de saída e a velocidade horizontal de saída da tábua, segundo a pesquisadora, também apresentaram valores superiores à variabilidade da distância saltada. Os resultados puderam ser apresentados ao técnico – pois muitas vezes era inviável a reunião com todos – a partir do cálculo do Coeficiente de Variação.

 

Um dos diferenciais da pesquisa é a possibilidade de saber por meio da análise tridimensional o quanto o atleta corre horizontalmente, o quanto se desloca lateralmente e verticalmente, já que a maioria dos estudos encontrados na literatura oferece somente análises bidimensionais. O software permitiu estimar, quadro a quadro, cada centro articular do atleta, como centro articular do ombro, cotovelo, punho, quadril, joelho, tornozelo, entre outros. A pesquisadora esclarece que o rigor na instalação das câmeras, em treinos e competições, foi essencial para a obtenção de resultados eficientes para o técnico dos atletas, pois permitiu capturar as variáveis de maior importância para o desempenho do salto em distância, nas fases de aproximação, de decolagem dos saltos (takeoff) e de aterrissagem. Embora muitas vezes o ponto exato das câmeras para a análise fosse disputado pelas câmeras da emissora de TV que liderava a transmissão dos campeonatos. Parte dos estudos contou com dez observadores de ambos os sexos. Coube a eles fazerem cinco medições cada um de um mesmo salto em distância sob as condições que definem reprodutibilidade e replicabilidade. As medições permitiram calcular as variáveis cinemáticas do salto em distância na fase de impulsão. Também foram realizadas análises de valores de variância intra e inter observador e cálculos de valores de erro padrão, considerados como os valores abaixo do qual as variáveis cinemáticas são reprodutíveis e replicáveis.


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