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Quadrilha vendia vagas de medicina em universidades particulares

      
Crédito: Shutterstock.com
Crédito: Shutterstock.com

 

Quadrilha que agia em seis estados brasileiros vendia vagas no curso de medicina, a carreira mais concorrida do Brasil, em instituições privadas de ensino superior. O valor de uma vaga podia chegar até R$ 90 mil.

 

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De acordo com reportagem exibida no Fantástico no último domingo (27), a quadrilha foi descoberta no interior de São Paulo, mas, além do Estado onde atuava, também vendia vagas no Mato Grosso do Sul, no Piauí, no Maranhão, em Goiás e no Rio de Janeiro. As vagas eram negociadas por telefone com os pais e candidatos e segundo o delegado da Polícia Federal Alexandre Braga, podiam custar entre R$ 60 mil e R$ 90 mil.

 

O sistema de operação da quadrilha só começava a funcionar depois que o negócio fosse fechado, quando os compradores começavam a receber o treinamento para a fraude. Durante esse tempo o jovem aprendia a usar um ponto eletrônico e diversos códigos de celular. Quem usava o equipamento devia esconder os fios e o receptor do sinal por baixo das roupas, para que nada aparecesse. Caso a fiscalização fosse muito grande, o ponto eletrônico não era utilizado. Nesses casos, as respostas chegavam por mensagens de celular, lidas no banheiro em aparelhos escondidos.

 

As respostas corretas eram enviadas por estudantes de medicina que faziam parte da quadrilha. Dentro do grupo eles eram conhecidos como pilotos. Esses estudantes eram os responsáveis pela resolução das provas.

 

Além dessa, existiam outras funções dentro da quadrilha. Alguns deles, os chamados corretores, negociavam com os pais e candidatos. Outros tinham como responsabilidade o treinamento dos alunos, para que estes entendessem o passo a passo do golpe.

 

No dia da prova, cada piloto resolvia as questões de apenas uma matéria, para garantir o maior número de acertos possível. Rapidamente esses estudantes deixavam a sala e, em seguida, passavam os gabaritos por telefone para uma central localizada em Goiânia. De lá, as respostas eram enviadas para uma quarta categoria de fraudadores: os assistentes. E esses repassavam tudo aos vestibulandos envolvidos.

 

 

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A polícia acredita que o coordenador do grupo seja Luciano Cançado, médico de 39 anos de idade. Segundo a polícia, Cançado teria alugado uma casa em Goiânia, na qual se reunia com os integrantes da quadrilha para definir os detalhes do esquema de fraude.

 

Além do médico, a polícia já prendeu corretores, assistentes, pilotos e treinadores. Ao todo, 15 pessoas que estão sendo investigadas desde 2011. Atualmente o grupo está em liberdade, mas todos foram indiciados e devem responder por três crimes: estelionato, divulgação de sigilo de concursos públicos ou vestibulares e formação de quadrilha.

 

A Polícia Federal informa também que não há evidências de que as universidades fossem coniventes com o esquema. Entretanto, pode ter havido falhas na fiscalização.

 

Agora está sendo feito um levantamento dos estudantes que estão cursando medicina ou já se formaram, mas que foram aprovados por meio da compra de vagas. Eles também irão responder criminalmente. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirma que, além disso, todos sofrerão punições acadêmicas, como a expulsão da faculdade e cassação dos diplomas.

 

 


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