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Diplomas falsos de universidades são vendidos pela internet

      
Crédito: Shutterstock.com
Crédito: Shutterstock.com

 

Diplomas de nível superior falsificados estão sendo vendidos livremente por meio da internet. A compra pode ser realizada por qualquer pessoa – mesmo as que nunca cursaram uma universidade. Os certificados, das mais diversas áreas do conhecimento, podem custar até R$ 6 mil.

 

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De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, os falsificadores prometem entregar os diplomas falsificados em um prazo máximo de dez dias, com um suposto reconhecimento do MEC (Ministério da Educação) e oficialização, por meio da publicação no DOU (Diário Oficial da União).

 

O esquema ilegal funciona por meio do envio de documentos à faculdade indicada pelo negociador. O processo só começa com o pagamento de 60% do valor como sinal. As informações foram conseguidas pela Rádio Estadão em uma ligação à Sucesso Corp.

 

De acordo com o atendente, o processo dura 15 dias. “Você vai escanear os documentos e mandar por e-mail pra lá. Eles vão fazer o encaixe e mandar para o MEC. Em dois ou três dias, o MEC deu ok. Você faz 60%. Mais oito dias, sai a publicação e eu mando levar”, explicou.

 

Ainda segundo o atendente, identificado como Marcos, existe a possibilidade de o comprador escolher por qual universidade o documento falso será emitido.

 

Já em outro portal com o mesmo propósito, os diplomas são entregues em todo o país. Segundo um atendente, também por telefone, é possível até mesmo conseguir um número de registro que dá acesso exclusivo ao histórico escolar de um aluno desistente do curso pretendido.

 

Para o diretor jurídico da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, José Roberto Covac, alguns diplomas originais podem estar sendo usados no esquema fraudulento. Ele acredita também que possa haver envolvimento de funcionários das universidades.

 

“Quem assina o diploma é o reitor. Quando a universidade faz o registro do diploma, ela verifica todo o registro acadêmico do aluno. Parece que há uma máfia e que alguém de dentro da universidade está fabricando documentação e registro. E o reitor acaba até assinando o diploma sem ter conhecimento”, afirmou.

 

 

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